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Arte locativa, natureza e tecnologia

sexta-feira, 17/05/2013, 07:43 - Atualizado em 17/05/2013, 07:43 - Autor:


Experimentações artísticas que se apropriam da tecnologia como suporte. Esse é o assunto do minicurso “Arte locativa: mobilidade e sentido”, ministrado pela pesquisadora e artista Val Sampaio, que segue até amanhã no IAP. Acompanhamos um dia da oficina que integra a programação do IV Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. No bate-papo, discussões sobre a produção mundial e local que se vale dos apetrechos eletrônicos e sobre as diversas formas de se comunicar por bits. 


GPS, QR Code, dispositivos móveis em geral. Pode até não parecer à primeira vista, mas todas essas invenções tecnológicas podem possibilitar novas formas de expressões artísticas. Para adentrar nesse universo de virtualidades poéticas, Val Sampaio aproveitou sua própria produção como fio condutor para a oficina. “Comecei a trabalhar com tecnologia na década de 90, quando integrava um coletivo que produzia obras em vídeo. A partir de então, a própria academia foi me levando a experimentar cada vez mais nesse campo. Já utilizei celular, GPS e plataformas de internet, sempre tentando expandir ao máximo esses conceitos”, explica.


Após apresentar um panorama geral de teóricos e produções que estão fervilhando pelo mundo, Val apresentou alguns de seus trabalhos para os participantes, explicando detalhes da concepção e do processo de suas obras. Um dos mais discutidos foi o “Projeto Água”. “Esse trabalho é resultado do meu Pós-Doutorado, que fiz recentemente na USP, onde estabeleci a relação entre arte, vídeo e natureza. Ele foi construído a partir de duas expedições feitas pelo Baixo Amazonas, em que demarcamos pontos de subida e descida das marés”, explica a artista. O trabalho foi apresentado parcialmente no Vivo Art.Mov, em 2011.


“O grande propósito desse encontro é discutir arte locativa, natureza e tecnologia, dando continuidade ao próprio debate incitado pelo Prêmio Diário. Essa troca que fazemos aqui é importante, pois falar dessas intervenções com mídias, que se apoderam de novas técnicas, é estar ligado com o que anda sendo praticado em diversos lugares do mundo, numa interpretação expandida das tecnologias”, considera Val. Ao final do minicurso, a turma irá construir uma intervenção coletiva, a partir dos pontos debatidos durante a oficina.


PERCURSO


Doutora e mestre em Comunicação e Semiótica (PUC/SP) e Pós-Doutorado em Poéticas Digitais (ECA/USP), é professora adjunto da Universidade Federal do Pará, na Faculdade de Artes Visuais do Instituto de Ciências da Arte (ICA/UFPA) e do Mestrado em Artes do ICA, além de Membro do Conselho Acadêmico e Editorial da Revista Eletrônica Art& (www.revista.art.br) e da Revista Concinnitas (www.concinnitas.uerj.br/).


(Diário do Pará)

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