Edição do dia

Edição do dia

Leia a edição completa grátis

Previsão do Tempo
26°
cotação atual R$

Notícias / Cultura

Cultura

Portas abertas aos novos talentos

sexta-feira, 17/05/2013, 07:37 - Atualizado em 17/05/2013, 07:37 - Autor:


E o samba se renova. Veteranos da cena paraense se unem a talentosos desconhecidos durante a grande final do I Festival da Nova Geração do Samba, que será realizado amanhã, às 18h, na casa de samba Mesa Redonda. O festival vai ofertar ao primeiro lugar a quantia de R$ 1.500 e ao segundo lugar um cavaquinho no valor de R$ 800. Já o terceiro colocado levará para casa R$ 300.


O festival garante, ainda, prêmio para o melhor intérprete, no valor de R$ 200. Todos os participantes vão gravar a música ao vivo e, para o grande vencedor, além do prêmio principal, será garantida a participação no projeto Samba de Artista e um contrato com a casa de show Mesa Redonda. A organização está por conta dos bambas do samba paraense, coordenado por Neno Freitas. Figuras como Bosco Guimarães, Admir do Cavaco, Fernando Gogó de Ouro e Moacyr Chagas apoiam o projeto e estão de olho nesta nova safra.


Segundo Neno, o evento se propõe descobrir novos talentos e incentivar a produção musical de samba no Pará. Competem hoje 15 canções, que passaram pelo crivo dos jurados e deixaram para trás mais de 26 concorrentes. Para a grande final foi convidado o sambista paraense Lê Santana, que atualmente integra o time de compositores da Mangueira, no Rio de Janeiro. Neno Freitas é sambista da velha guarda da boemia belenense e avalia positivamente o samba produzido em terras amazônicas. De acordo com ele, nos últimos anos os sambistas daqui passaram a disputar festivais fora do estado e a conquistar vários prêmios. 


O próprio Neno já alcançou reconhecimento lá no berço do samba, a cidade do Rio de Janeiro. Ao lado de outros amigos compositores, foi por três anos consecutivos semifinalista no concurso de samba-enredo da escola “Estação Primeira de Mangueira” e no carnaval deste ano foi finalista do concurso que elegeu o samba-enredo da “Imperatriz Leopoldinense”, que homenageou o Pará. O artista cita ainda o Festival de Mirai, em Minas Gerais, em homenagem aos 100 anos de Ataulfo Alves, que foi vencido pelo compositor paraense Erlan Mello.


“Conseguimos mostrar que o Pará produz samba de qualidade. Quem venceu o Festival de Samba de Quadra de Ipanema também foi um paraense, o Paulinho Oliveira, e o Festival Nacional de Marchinhas quem garantiu foi o paraense André Mesquita. Todas essas brilhantes performances têm que ter uma solução de continuidade, e nada melhor que um evento destinado especialmente à nova geração para semear novos e brilhantes valores para o promissor samba paraense”, argumenta o Neno Freitas. 


Ele acredita que as conquistas dos grandes sambistas da terra são um estímulo para quem pretende se aventurar no universo dos bambas. Contudo, ele afirma que a relação entre a nova neração e os “cascudos” - compositores consagrados - ainda é tímida. “Esperamos que esse festival seja o ponto de partida para unir todo o samba tupiniquim”, defende. 


PARTICIPE


Amanhã, final do I Festival da Nova Geração do Samba, às 18h, na casa de show “Mesa Redonda”. Avenida João Paulo II, nº 468, entre Humaitá e Chaco. Ingressos à venda no local. Informações: 8209-0494 e 9114-2224.


(Diário do Pará)

Conteúdo Relacionado


0 Comentário(s)

MAISACESSADAS