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Uma conversa entre dois gênios

sexta-feira, 17/05/2013, 07:34 - Atualizado em 17/05/2013, 07:34 - Autor:


No ano do bicentenário de nascimento do compositor e maestro alemão Richard Wagner (1813-1883), que será comemorado no dia 22 de maio, diversas homenagens estão programadas para 2013, como apresentações de suas óperas em muitas cidades do mundo, concertos que incluem aberturas e prelúdios, reedição de livros e números especiais de revistas. Também em comemoração a essa data, a Autêntica Editora lança o livro Richard Wagner e Tannhäuser em Paris, de Charles Baudelaire, com organização e tradução de Eliane Marta Teixeira Lopes.


Este livro, dividido em duas partes, apresenta dois textos de Charles Baudelaire que expressam sua admiração pelo compositor. Tomado pela música após os concertos, Baudelaire escreve um grande artigo, publicado em 18 de março de 1861, intitulado “Richard Wagner”, com reflexões filosóficas, musicais e literárias sobre várias obras do músico. Mas os acontecimentos em torno da apresentação do Tannhäuser, que impediram que a ópera continuasse a ser apresentada por conta da reação negativa de parte do público e da imprensa, fizeram com que o poeta escrevesse “Ainda algumas palavras”, em 8 de abril de 1861. 


Os dois textos compõem a primeira parte de Richard Wagner e Tannhäuser em Paris, que também traz a carta que Baudelaire enviou ao compositor logo após seu concerto em Paris e a carta de agradecimento de Wagner ao poeta pelo apoio à sua obra e às suas ideias. Essa carta é inédita para os leitores brasileiros. Um texto de Franz Liszt, pianista e compositor do século XIX, propagador da música e das ideias e muitas vezes defensor e cúmplice do compositor, completa a primeira parte da obra.


A segunda parte contém ensaios da organizadora e de dois pesquisadores brasileiros da música e da arte: Eliane Marta Teixeira Lopes discorre sobre a admiração de Baudelaire por Wagner após sua apresentação em Paris; o historiador Leonardo Magalhães Gomes descreve importantes episódios da vida de Richard Wagner, de sua música, de sua trajetória profissional e pessoal e os episódios que envolveram a apresentação do Tannhäuser; e Ricardo Giannetti revela como a obra de Wagner chegou e foi difundida no Brasil, a partir do músico Francisco Braga, que, depois de assistir às óperas de Wagner na Europa, ainda no século XIX, volta ao Brasil como compositor e maestro da Sociedade de Concertos Sinfônicos do Rio de Janeiro. 


(Diário do Pará)

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