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Salomão Habib abre a 11ª Semana Nacional de Museus

quarta-feira, 15/05/2013, 11:38 - Atualizado em 15/05/2013, 11:38 - Autor:


O Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP) sediou na noite desta terça-feira (14), o concerto do violonista Salomão Habib intitulado “Suíte das Amazonas”. O evento marcou a abertura da 11ª Semana Nacional de Museus, que acontece em todo o país até o próximo dia 18 de maio – Dia Internacional de Museus.


Salomão Habib conta que suíte é uma forma musical dividida em várias partes, chamadas de movimentos. “Essa suíte se divide em cinco movimentos, cinco partes. O primeiro é Inhamundá, nome dado ao lago onde as amazonas nascem. É uma peça evocativa, bem melodiosa. O segundo movimento é sobre a infância e o desenvolvimento delas, um tema indígena bem marcado. O terceiro movimento é a Dança das Guerreiras, que representa elas na fase adulta. O quarto movimento representa o feitiço que elas produzem no homem no momento da relação sexual. E o quinto movimento é o Tambaramam, que na língua Tupi significa ‘Tudo Acabou’, uma alusão ao fim da maioria das tribos indígenas”, conta o músico.


Ele explica que a canção foi composta em homenagem à Lenda das Amazonas, guerreiras indígenas caracterizadas pelo convívio somente entre mulheres. “Essa suíte já foi escolhida para participar do World Wide Guitar Connection, que é um projeto que acontece nos cinco continentes, no qual outros intérpretes irão executar essa suíte. Eu fiquei muito feliz com essa honra de ter a suíte de minha autoria sendo tocada ao redor do mundo”, conta Salomão.


Para ele, quem pesquisa trabalha a história e a memória, fator que o levou a participar de eventos em museus do estado, principalmente o MHEP. “Um museu é feito de memórias e de um tempo presente também. Então eu me sinto um colaborador, um parceiro, e muito feliz por estar em um ambiente que preserva essa memória e se dispõe a trabalhar a nossa arte, nossa história. Fazer parte desse movimento é motivo de orgulho para mim”.


O museólogo Antônio Corrêa compareceu ao MHEP para assistir a apresentação de Salomão Habib. Para ele, o músico é um marco na música paraense. “É um violonista clássico que tem um trabalho bastante diversificado e rebuscado, que nos dá bastante inspiração e alegria. Então é muito bem vinda a apresentação dele nessa semana nacional de museus, aqui no MHEP, aproveitando esse belo espaço e com essa acústica que contribui bastante com a ressonância e com a maravilhosa música do Salomão Habib” pondera.


Programação


Segundo a diretora do Sistema Integrado de Museus (SIM), Carmem Cal, todos os anos o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) escolhe um tema que deve ser seguido pelos estados brasileiros que participam da Semana Nacional. Esse ano o tema será “Museus: memória mais criatividade é igual a mudança social” e no estado do Pará o tema irá refletir os costumes amazônicos com o título “Memória Amazônica e Identidades”.


“Com isso nós queremos que todas as atividades desenvolvidas durante esta semana estejam, de uma forma ou de outra, vinculadas à Amazônia, à floresta, ao verde, às lendas, aos mitos amazônicos e também à arqueologia amazônica, com grande importância na parte arqueológica tapajônica e marajoara” assevera.


Carmen conta que o SIM é composto por sete museus e dois memoriais. Todos irão realizar programações especiais em alusão ao tema, com atividades voltadas para a infância e juventude, principalmente estudantes. “Como o Forte do Castelo, que estará aberto ao público com oficinas de fotografia, de argila e uma série de outras atividades que serão feitas por artistas locais com participação de estudantes universitários e estudantes de artes. Teremos também eventos musicais, exposições de fotografia e arte” explica.


É importante salientar que durante essa semana todos os museus terão entrada franca, funcionando de segunda à sexta-feira, das 10h às 18h, sábado e domingo, das 10h às 14h. “O objetivo é atrair o público para aumentar a frequência ativa da população nos museus. Nós queremos que o museu seja um fator de educação e um fator de disseminação da cultura” pondera Carmen.


(Agência Pará)

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