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IAP recebe o projeto Caravana de Escritores

quarta-feira, 15/05/2013, 11:32 - Atualizado em 15/05/2013, 11:32 - Autor:


O projeto "Caravana de Escritores" começa suas atividades nesta quarta-feira (15), com a presença dos escritores Carlos Emílio Corrêa Lima (CE), Alberto Pucheu (RJ) e Vicente Franz Cecim (PA). Além das palestras, o evento terá ainda sessões de autógrafo e mesa-redonda. Após a primeira edição, realizada em março deste ano, o projeto Caravana de Escritores chega novamente ao Instituto de Artes do Pará, com o objetivo de promover a leitura e possibilitar a todos os escritores a maior inserção de suas obras em âmbito nacional, a partir do intercâmbio de sua produção.


O projeto da Fundação Biblioteca Nacional chega a Belém através do Instituto de Artes do Pará, com patrocínio do Ministério da Cultura, em parceria com a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e consiste em viabilizar a participação de escritores na programação cultural dos eventos cadastrados no Circuito Nacional de Feiras de Livro e Eventos Literários, em todo o Brasil.


Realizado pela Gerência de Artes Literárias e Expressão de Identidade do IAP, o projeto Caravana de Escritores traz um ciclo de palestras, debates e uma mesa redonda, intitulada “Confluências – conversas com escritores contemporâneos”. A programação começa nesta quarta, com a palestra “Biografia de uma ilusão: a realidade do escritor brasileiro no mundo atual", de Carlos Emílio Correa Lima; logo depois é a vez de Vicente Franz Cecim falar sobre “Amazônia: VozSilencio”.


Na quinta-feira (16), a Caravana reinicia com palestra “Em outras palavras” com o escritor Alberto Pucheu, depois será aberta a mesa redonda “Confluências – conversas com escritores contemporâneos”, mediada pela Profª Drª Lilia Silvestre Chaves. O evento será encerrado com sessão de autógrafos dos escritores Carlos Emílio e Alberto Pucheu.


Sobre os escritores


A literatura de Vicente Franz Cecim é multifacetada como a sua origem. Marcada pela presença da natureza, nela vemos a Amazônia transfigurada na região metafísica de Andara. Sempre unindo extremos, o autor chama de livros visíveis os livros que escreve, mas os reúne na obra imaginária “Viagem a Andara - O livro invisível”, que não escreve e só existe na alusão de um título. Segundo Cecim, Andara é literatura fantasma. E à medida que sua obra se faz e desfaz, ela contamina a própria noção de realidade, interrogando o que se oculta sob a aparência do mundo. O escritor fez um apelo à insurreição da Amazônia em seu Manifesto Curau, lançado durante o Congresso da SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, de 1983, realizado em Belém.


Carlos Emílio Correa é cearense, escritor, poeta, editor, ensaísta, antidesigner e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Ceará. Editor de inúmeras publicações literárias, tais como a revista o “Saco Cultural”, a revista “Cadernos Rioarte”, o jornal “Letras & Artes” (prêmio da APCA para melhor divulgação cultural do país em 1990), entre outros. Publicou os romances: “A Cachoeira das Eras”; “A Coluna da Clara Sarabanda”; “Além Jericoacoara”; “O observador do Litoral” e “Pedaços da História Mais Longe”; “Maria do Monte", O romance inédito de Jorge Amado”; os livros de contos “Ofos” (Nação Cariri,1984), “O romance que explodiu”; o livro ensaístico “Virgilio Várzea: os olhos de paisagem do cineasta do Parnaso”. Tem ainda inéditos os livros “Culinária Venusiana” (poesia); “Delta do rio suspenso” (ensaios); “A outra forma da Ilha” (contos fantásticos); “Teatro submerso” (dramaturgia para o fundo do mar); “Solário” (contos infantis); além de contos inéditos.


Alberto Pucheu é carioca de 1966. É poeta, ensaísta e professor de Teoria Literária da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Entre 1993 e 2012 publicou os seguintes livros: “Na cidade aberta”; “Escritos da frequentação”; “A fronteira desguarnecida”; “Ecometria do silêncio”; “A vida é assim”; “Escritos da Indiscernibilidade”; “A Fronteira Desguarnecida (Poesia Reunida 1993-2007)”; “Pelo Colorido, para além do Cinzento; a literatura e seus entornos interventivos” (Prêmio Mário de Andrade, de ensaísmo literário, da Biblioteca Nacional/Ministério da Cultura); “Giorgio Agamben: Poesia, Filosofia, Crítica”; “O Amante da Literatura”; “Antonio Cicero por Alberto Pucheu”; e “Roberto Corrêa dos Santos: O Poema Contemporâneo Enquanto O Ensaio Teórico-Crítico-Experimental".


(Agência Pará)

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