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Crônica da vida e obra de um craque

terça-feira, 07/05/2013, 07:47 - Atualizado em 07/05/2013, 07:47 - Autor:


Mito. Anjo. Gênio. Muitas são as palavras usadas no correr dos tempos para definir Garrincha. Diversas justas, muitas não, todas incapazes de abranger o tamanho do personagem – como jogador, imenso; fora do campo, ainda maior.Em ‘De pernas pro ar - minhas memórias com Garrincha’, Gerson Junior mostra-se um cronista peculiar do jogador. 


Amante de futebol, cansou de ver as diabruras do maior ponta de todos os tempos. Enteado do craque, acompanhou Mané em incontáveis aventuras extracampo. Amigo do homem, é capaz de olhar a trajetória de Garrincha com muito amor. E humor: boa parte das crônicas reunidas no livro levam o leitor ao riso e ao prazer – as histórias são impagáveis, desde a tentativa de Garrincha de desestabilizar um garçom que nunca derrubara uma bandeja, passando pelos inverídicos e deliciosos causos contados pelo craque, chegando à irrefreável gana de Mané sempre rir e fazer rir.


O livro é dividido em três partes. Na primeira, Gerson foca o jogador e muitas de suas curiosas histórias no Botafogo e na seleção, celebrando o futebol, jogo que inventou Mané Garrincha e que Mané Garrincha reinventou. Na segunda, o outro lado: o alcoolismo que vitimou o craque, algumas tragédias que lhe aconteceram e injustiças sofridas, algumas ao lado de Elza Soares. Mas o livro volta a sorrir na terceira parte, a mais longa, e se transforma numa festa de humor e irreverência, celebrando a vida e o legado do mais chapliniano personagem que o Brasil gerou. Gerson Suares consegue dar ao leitor uma dimensão magnífica de Garrincha – mito, anjo, gênio, mas, sobretudo, homem.


As crônicas, afinal, deixam no leitor um doce gosto de contentamento, em companhia do incomparável Mané e de seu cronista definitivo, enteado e filho de coração, Gerson Suares. De pernas para o ar ficavam os marcadores de Mané e assim também ficará o leitor desse livro, entre algumas lágrimas e muitos risos. 


(Diário do Pará)

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