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‘Em Caixas’ retorna ao Cláudio Barradas

quinta-feira, 02/05/2013, 08:06 - Atualizado em 02/05/2013, 08:06 - Autor:


Após a estreia, em março, o espetáculo ‘Em Caixas’, que reúne 21 alunos concluintes estão do curso técnico em ator da UFPA sob a direção de Marton Maués e Cláudio Dídima, retorna hoje ao tablado. O trabalho de concepção do espetáculo começou em novembro do ano passado. Além dos alunos-atores envolvidos, graduandos em teatro e alunos dos cursos técnicos de iluminação, figurino e cenografia também estão envolvidos no processo. Apesar de ser fruto da disciplina de Montagem, a preparação para o espetáculo vem de um acúmulo de estudos, de matérias como interpretação e teoria do Teatro e Clown, quando os concluintes do curso técnico em ator tiveram primeiro contato com o estudo de máscaras. 


“Depois de nos lançarmos juntos nessa pesquisa, do que poderia basear o espetáculo, resolvemos trabalhar com os tipos de máscaras teatrais desenvolvidas por pensadores como Jacques Copeau, Jacques Lecoq e outros, e assim divididas em neutras, larvárias, abstratas e expressivas. Esses conceitos permeiam bastante o estudo de interpretação, utilizando máscaras que escondem os rostos dos atores, que precisam se concentrar principalmente na expressão corporal”, explica Marton, que além de codiretor do espetáculo também é o professor da disciplina de Montagem da turma.


Sob os holofotes do teatro, por aproximadamente 1h20, os atores transitam por entre caixotes, munidos de máscaras. O objeto que lhes cai sobre o rosto muda a cada nuance dramática do espetáculo. Algumas cobrem toda a face, outras deixam a boca livre para fazer ruídos. Não há texto, somente o jogo de cena. A ideia é suscitar sensações do público a partir da expressão corporal dos atores aliada a forte significação das máscaras.


No palco, uma aula de máscaras. “A [máscara] ‘neutra’ tem como objetivo despir o ator de sua técnica corporal cotidiana, abrindo-o a uma busca por outras energias do corpo. É um mergulho interior mesmo. As ‘larvárias’ são mais grotescas e brincalhonas. As ‘abstratas’ fazem o ator experimentar ângulos inusitados com o corpo... Enfim, de fato, é um estudo”, esclarece Marton.


MAR DE POSSIBILIDADES


Bernard Freire, de 25 anos, é um dos alunos concluintes do curso técnico de ator e empresta o corpo para as máscaras brincarem no palco neste espetáculo. Acostumado a intervir na rua, em apresentações improvisadas, o jovem ator se diverte com as várias possibilidades que se abrem ao cobrir o rosto. “Este trabalho tem sido incrível por vários motivos. Como não precisamos nos centrar em texto, o foco realmente é o trabalho no palco, com o corpo, de sugerir sensações sem palavras. Esse exercício enriquece bastante a nossa formação acadêmica”, considera.


Para Bárbara Viana, 23, o efeito é parecido. “Cada entrada de personagem tem uma pequena história, algo que elaboramos de forma muito pessoal. Com o andamento do espetáculo tudo se entrelaça no palco e aí aparece a força coletiva. Esse ensinamento é exatamente o que precisamos para trabalhar com teatro”, reflete a atriz. 


“Lidamos com várias linguagens e vamos a fundo no corpo, que é o maior instrumento do ator. Esse jogo abre a visão dos alunos e a nossa, dos professores, também”, completa Marton, conhecido pelo trabalho que realiza há mais de 15 anos à frente do Palhaços Trovadores.


(Diário do Pará)

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