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Uma cidade sob a sombra da vingança

quinta-feira, 02/05/2013, 08:02 - Atualizado em 02/05/2013, 08:02 - Autor:


O sangue já impregnou tudo. Está nos becos, nas esquinas. Habita as entranhas da floresta. Escorre, seca e ressurge a cada nova batalha da revolução. Tem cheiro de morte. De vingança. De sonho e esperança. No terceiro livro da saga ‘Em tempos cabanos – a cidade escarlate’, lançamento da editora Paka-Tatu, o autor Antônio Pinheiro Cabral chega ao ponto extremo do combate, em que o derramamento de sangue parece longe de terminar. O governo cai. Os revolucionários conquistam Belém. O presidente da província é assassinado.


Entre a ficção e os fatos históricos, o novo livro da saga retrata as estratégias de combate nas ruas, os planos de conquista, os embates entre os ideais dos próprios revolucionários. Os conflitos internos. As dúvidas. No meio desse jogo de poder, está o caboclo Santis, o protagonista sedento por vingança. 


“O personagem principal olha com desconfiança as intenções dos líderes cabanos”, comenta o autor.O romance criado por Antônio não se distancia do contexto revolucionário. A história está viva em cada passo de Santis. “Tive o cuidado de harmonizar os fatos históricos com a vida do protagonista. Tive muitas fontes, pesquisa na internet, livros e orientações de professores de história acerca do tema”, explica o escritor. “O assunto Cabanagem tem muitas narrativas diferentes. Por exemplo, cada historiador ou autor versa distinto o mesmo fato, mais isso faz parte da historiografia e o passado não é estático, pois está em constante mudança à medida que vão sendo descobertas novas fontes. Por isso tive o cuidado de selecionar os trechos principais e desenvolver o romance, o qual é bastante rico de informações sobre a revolta”, defende. Além da batalha em frente ao Palácio do Governo, há ainda o racha entre os rebeldes em um dos momentos mais impactantes da narrativa. Surge aí, a luta interna entre os personagens históricos Eduardo Angelim e José Malcher. “[Eles] assediam o caboclo Santis para se aliar a um dos lados, devido ele ser o melhor guerreiro e ser respeitado pelos insurgentes, ou seja, um líder nato”, aponta o autor.


E tudo ilustrado por um time de peso. Na lista, há Fernando Goni, que fez as ilustrações da capa, mora no Rio de Janeiro e já trabalhou para a Marvel Comics e outros. O paraense Joe Bennet, reverenciado no Brasil e no exterior, internacionalmente, realizou quatro desenhos internos no nanquim, entre eles está a cena do massacre do Brigue Palhaço no primeiro livro da saga.


(Diário do Pará)

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