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Linguagem ribeirinha é tema de espetáculo

segunda-feira, 29/04/2013, 11:37 - Atualizado em 29/04/2013, 11:39 - Autor:


Consagrado como um dos maiores eventos literários do Brasil, a XVII Feira Pan-Amazônica do Livro é um espaço para várias linguagens artísticas. Além da literatura, o evento oferece ao público espetáculos teatrais. Neste domingo (28), a Sala Marajó foi palco para o espetáculo “Parésqui”, que retrata a linguagem e gestualidade do caboclo ribeirinho. A apresentação integra a programação “O país que se chama Pará: seminários, encontros e espetáculos”.


Encenada pelas atrizes Nani Tavares e Valéria Andrade, do grupo Usina Contemporânea de Teatro, a peça narra em cerca de uma hora, histórias de vida de ribeirinhos que vivem na Ilha do Combu, em frente a Belém. Com direção de Alberto Silva Neto, o espetáculo criado em 2006 é resultado de uma bolsa de Pesquisa, Experimentação e Criação Artística do Instituto de Artes do Pará (IAP). Durante nove meses, as atrizes mergulharam na observação do cotidiano dos ribeirinhos e utilizaram técnicas para retratar o comportamento corporal e vocal daquelas pessoas.


“É muito interessante ver que a Feira do Livro abre espaço para todas as linguagens artísticas, desde que de alguma forma estabeleça uma ligação com a literatura. No caso do Parésqui, esse elo está na pesquisa da linguagem cabocla, realizada pelas atrizes, que dialoga com a proposta da feira”, relatou o diretor do espetáculo Alberto Silva Neto.


A professora Cleice Maciel, 31 anos, vê a Feira do Livro como opção multicultural. “A programação da cidade é intensa, mas, infelizmente, conta com poucos espaços gratuitos. A Feira é o espaço que agrega várias expressões culturais e quem vem até aqui encontra muito mais que um lugar para se comprar livros, encontra um espaço para viver uma experiência cultural”, avaliou.


A programação “O país que se chama Pará: seminários, encontros e espetáculos” acontece na Sala Marajó e segue até o dia 5 de maio. 


(Agência Pará)

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