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Aventura para divertir e encantar

domingo, 28/04/2013, 09:26 - Atualizado em 02/05/2013, 15:06 - Autor:


O que é que há velhinho?” Proferida por um esperto coelho acinzentado que vive a pregar peças nos amigos, a pergunta virou bordão das crianças entre as décadas de 1980 e 1990. A frase provocativa faz parte do imaginário de quem acompanha a série de desenhos animados da Warner Bros “Looney Tunes”. O grupo de personagens surgiu na década de 1930. Famosos na televisão, conseguiram conquistar o público também no cinema, com os filmes “Space Jam”, de 1996, e “Looney Tunes – De Volta à Ação” de 2003, a marca se consolidou e alcançou grande público. 


Pernalonga e sua turma chegam a Belém no dia 12 de maio para viver no palco do Hangar - Centro de Convenções e Feiras Benedito Nunes uma aventura musical. Na montagem da Chaim Produções, com licença da própria Warner, a turma do Patolino é representada por atores trajando fantasias rebuscadas e um rico cenário, capazes de transportar o público ao universo de aventuras da trupe.De acordo com a produtora executiva do espetáculo, Morena Carvalho, o grupo está na estrada desde o segundo semestre de 2012. O espetáculo é brasileiro, mas texto, direção e toda a parte criativa - como o cenário, figurino e adereços -, estão sob supervisão e aprovação da Warner Bros. “O enredo surgiu a partir da nova temporada do desenho, onde os personagens Pernalonga, Patolino, Vovó, Piu-piu, Frajola, Taz, Coiote, Papa-Léguas, Bruxa Lezah e a vilã Pepita Pillaje vivem em um mesmo vilarejo, trazendo assim novas situações para a história que será contada no teatro”, explica Morena.


Classificado como um espetáculo para todos os públicos, a montagem dura cerca de 60 minutos e levanta temas presentes no cotidiano infantil e juvenil, como a amizade, o companheirismo, e até a importância da consciência ambiental, traduzida em hábitos como a reciclagem. “É um desenho que abrange toda a família. Muitos adultos têm como referência os personagens do Pernalonga e Patolino, as traquinagens do Coiote e do Papa-Léguas... aventuras que chegam agora às crianças como referências do que os pais assistiram no passado e que permanecem atuais, já que originaram uma nova versão do desenho, na qual a peça foi inspirada”, destaca Morena.


MINÚCIA


A montagem conta com uma equipe de 22 pessoas durante a turnê, entre equipe técnica, produção e atores. Em cena, 11 personagens que representam o Pernalonga, Patolino, Piu-piu, Frajola, Taz, Ligeirinho, Vovó, Bruxa Lezah, Coiote, Papa-Léguas e a vilã que segundo Morena não está presente no desenho, mas que foi colocada no espetáculo para compor os conflitos e desafios entre os personagens. “O cenário é composto pela casa do Pernalonga onde se desenvolve a maior parte das cenas e a casa da Vovó, com as peripécias do Frajola e Piu-Piu e a visita de sua amiga Bruxa Lezah. Tudo isso acontece no Vilarejo Looney Tunes”, conta a produtora executiva do musical. 


Os figurinos pesam entre 5 e 15 kg. Dependendo da composição que o personagem exige, os atores passam por acompanhamento de fisioterapeuta e treinamento físico e corporal para dar vida à animação. “As músicas foram compostas com arranjos que já existem em nossa cultura [com toques do samba e da bossa nova, por exemplo], mas com letras trazidas para o enredo do espetáculo”, comenta. A criação e direção musical são de Dr Morris, enquanto a coreografia é assinada por Fernanda Chamma.


Enquanto isso, no vilarejo...


O espetáculo começa quando Pernalonga decide tirar uma manhã de folga para poder curtir uma boa leitura no sossego de lar. Mas, para o seu azar, toda a vizinhança decide atormentá-lo de uma só vez. Frajola correndo atrás de Piu-piu, Vovó atrás de seus bichinhos de estimação e Patolino, agora hóspede na casa de Pernalonga, reclamando de falta de comida e de conforto. Para completar, a Bruxa Lezah, a vizinha nada convencional, aparece para reclamar da casa de Eufrazino, que mais parece um lixão.


Quando Pernalonga acha que sua casa já está lotada o suficiente, Pepita Pillaje, uma representante do “Comitê de Embelezamento da Cidade” aparece para dizer que a “Vila Looney”, onde fica a casa de todos eles, fará parte do concurso que irá premiar, com 50 mil pratas, a rua mais bonita da cidade. Durante a explicação de Pepita sobre as regras do concurso, Ligeirinho aparece para entregar algumas pizzas, encomendadas por Patolino. O cheiro da comida desperta a fúria de Taz, o “cachorro” de Pernalonga, que invade a casa e destrói tudo o que vê pela frente.


Aterrorizada, Pepita diz que eles não terão a menor chance no concurso. A partir desse momento, Pernalonga e sua turma terão de encontrar, com muita música, humor e criatividade, uma maneira de arrumar a casa de Eufrazino, para ganharem o concurso.Enquanto isso, no deserto, o Coiote continua inventando planos elaborados e traquitanas infalíveis para capturar o Papa-Léguas que, invariavelmente, sai ileso da perseguição e se diverte ao ver o Coiote se dar mal no lugar dele. O final da história só saberá quem for assistir ao “Looney Tunes Show – Live”.


(Diário do Pará)

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