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Cartunista realiza workshop sobre charge política

sábado, 27/04/2013, 14:45 - Atualizado em 27/04/2013, 14:45 - Autor:


O cartunista, desenhista e chargista brasileiro Jean Galvão ministrou o workshop “Charge política”, na manhã deste sábado (27), durante a XVII Feira Pan-Amazônica do Livro, realizada no Hangar, em Belém. A palestra faz parte da programação do 5° Salão Internacional de Humor da Amazônia, que está em exposição durante todos os dias da feira.


Jean Galvão começou a carreira aos 18 anos, desenhando para boletins de sindicatos de classe. Em 1993 foi contratado como chargista pelo jornal Valeparaibano, de São José dos Campos. Atualmente faz desenhos e tiras para a revista Recreio (Animatiras), da Editora Abril, e para a revista Runners. Desde 1999 publica charges políticas na página 2 do jornal Folha de S. Paulo, onde divide o espaço com os colegas Angeli, Benett e João Montanaro. Fazer humor para crianças é uma de suas grandes paixões e, por isso, planeja editar seu próprio livro infantil.


Toda essa experiência foi compartilhada com o público paraense. “O humor na charge é apenas uma ferramenta. O que temos que conseguir passar com a charge é uma mensagem. E é aí que está o grande desafio”, disse o cartunista. Ele explicou ao público que para fazer uma charge para um jornal é necessário escolher um tema e pensar em como será dado o tratamento para este tema. “Até do assunto mais chato possível dá para tirar algo engraçado”.


Mas, por outro lado, ressaltou, há temas delicados para abordar sem humor, principalmente quando se trata de grandes tragédias. Um exemplo citado por ele foi o incêndio ocorrido na Boate Kiss, em Santa Maria, que vitimou mais de 200 pessoas. “Esse foi um tema muito difícil e delicado. Fiquei um bom tempo pensando como acertar o ponto. Mas, consegui retratar uma forma que demonstrou realmente o que o país estava sentindo naquele momento. Desenhei o mapa de Santa Maria em destaque no centro do mapa do Brasil, demonstrando que o sentimento do povo brasileiro estava voltado para a cidade onde a tragédia ocorreu”.


Durante o workshop, o cartunista respondeu dúvidas da plateia e deu conselhos para as pessoas que pretendem seguir esta profissão. “Não adianta apenas saber desenhar. O cartunista, principalmente de jornal, precisa ter curiosidade sobre as coisas, ter conhecimento geral sobre tudo que está acontecendo no Brasil e no mundo, porque nós nunca sabemos de onde virá a ideia. Por isso temos que procurar, ler e nos informar sempre”, ressaltou.


A estudante de jornalismo Sabrina Rayol, 20 anos, ficou entusiasmada com a palestra. “Já tinha ouvido falar dele, mas não imaginava que o trabalho que ele desenvolvia era tão bom. Ele é um exemplo de profissional e estou muito feliz em ter tido a oportunidade de assistir essa palestra, até porque tem tudo a ver com a minha profissão”, disse.


Até o final da Feira do Livro serão realizadas diversas ações integradas ao Salão Internacional de Humor da Amazônia. Estão previstos na programação workshop de Desenho de Humor e Caricatura, com Ulisses Araújo, e mesas redondas com os temas “O Papel do Humor Gráfico na Contemporaneidade”, com Jean Galvão, Cássio Loredano e Leslie Ricciard; e “Desenhos de Humor e Novos Mercados”, com Sérgio Bastos, A. Torres, Waldez e Biratan Porto. A programação conta, ainda, com Leitura de Portfólio, com Orlando Pedroso.


(Agência Pará)


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