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Um país que se chama Pará

sábado, 27/04/2013, 10:52 - Atualizado em 27/04/2013, 10:52 - Autor:


O Pará revelado em sua grandiosidade cultural. É o que prometem os organizadores da XVII Feira Pan-Amazônica do Livro, aberta ontem. E quem deseja participar da extensa programação já pode preparar seu roteiro. O público que pretende ir ao Hangar-Centro de Convenções e Feiras da Amazônia hoje vai encontrar a pluralidade característica do povo paraense representada em diferentes linguagens como teatro, música, cinema, humor e outras vertentes artísticas.


Um ingrediente em especial promete movimentar os corredores do local hoje. Trata-se da exposição de moda com peças da última coleção realizada pelo estilista mineiro Ronaldo Fraga, inspirada no Pará. Vale lembrar que foi ele o responsável pelo polêmico desfile que levou para a passarela da última edição do São Paulo Fashion Week modelos utilizando perucas feitas de palha de aço.


O estilista participa da Feira em dois momentos: às 15h30, com a palestra “Escritas para vestir”, no Auditório Eneida de Moraes; e com a inauguração da mostra dos desfiles inspirados na Amazônia sob o tema “Turista aprendiz na terra do Grão Pará, e o Fim do sem Fim”, no Hall Foyer.


Nomes de peso invadem o Hangar hoje


A programação segue com o encontro literário, no auditório “Dalcídio Jurandir”, às 19 horas, conta com a participação do escritor paulista Ignácio de Loyola Brandão, dono de um estilo aplaudido pela crítica a caracterizado como “realismo feroz”, é autor de romances como “O Beijo Não Vem da Boca” (1985) e dos contos “O homem que odiava segunda-feira” (1999) e “Pega ele, Silêncio” (1976). Enquanto isso, um pouco mais cedo, lá pelas 17h30, na sala “Marajó”, será o encontro literário com o paraense Amaury Braga Dantas, médico, professor e escritor autor do romance “Anjos da Escuridão” (1998) e “Encantos e Encantamentos em Uma Ilha do Rio-mar” (2004).


Tem teatro? Tem sim, senhor! E a opção da noite de hoje na Pan Amazônica é o espetáculo “Solo do Marajó”, às 19h30, na Sala Marajó. Dirigida por Alberto Silva Neto, a peça leva ao palco o primeiro ato de uma trilogia de monólogos interpretados pelo ator Cláudio Barros. A apresentação é baseada no livro “Marajó”, de Dalcídio Jurandir, lançado em 1947. A obra é a segunda da Série Extremo Norte, um importante registro literário com aspectos sociológicos e etnográficos da terra natal do autor, o Marajó. Sob a batuta do maestro Nelson Neves, a “Amazônia Jazz Band” faz apresentação a partir das 20h no auditório Benedito Nunes.


A jornalista Sônia Bridi é a atração do bate papo promovido pelo encontro “Literatura & Sustentabilidade”, evento paralelo à Feira realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON), Fundação Vale e Secult, que será realizado no auditório Eneida de Moraes a partir de 15h. O encontro será aberto com o painel “Áreas Protegidas na Amazônia”, mediado pelos pesquisadores Adriano Gambarini, de São Paulo, e Jakeline Pereira, de Belém. Em seguida será lançado o atlas “Amazônia sob Pressão”, de Beto Ricardo. O bate papo inicia com o jornalista André Trigueiro, professor de “Geopolítica Ambiental” na UFRJ, e encerra com Sônia Bridi. Para participar do Encontro é necessário solicitar convite para o e-mail: [email protected]


Quer saber mais sobre literatura com a temática regional? É só ficar atento á palestra “A Inserção da discussão sobre a produção de livros didáticos voltados para a temática regional”, que será realizada às 15h30, na Sala Belém, pelo professor doutor Mauro Cezar Coelho. Já as oficinas são realizadas ao longo de todo o sábado: de 10h às 12h, na sala 3, será ministrado técnicas de “Desenho Humorístico”, com João Bento, no mesmo horário acontece a oficina “Moços & Poetas” (Antônio Tavernad, Paulo Plínio Abreu, Mauro Faustino e Max Martins), ministrada por Benilton Cruz, na sala 5.


De 14h às 18h, a equipe do Navegapará, do governo do Estado, ensina sobre “Educação a Distância com Moodle”, na sala 2. Ainda no mesmo horário, na sala 03, é a vez de aprender sobre projetos com a oficina “Elaborando bons projetos e captando recursos para a produção de livros e afins”, com Carmen Ribas. De 15h às 18h, será abordada a “Leitura dramatizada a partir dos poemas de Ruy Barata, Max Martins e Age de Carvalho”, com Alexandre Rosendo, na Sala 4; e “Literatura de Cordel, recurso didático na sala de aula”, com Geraldo Magella, na sala 5.

Feira contempla o humor


O V Salão Internacional de Humor da Amazônia está integrado à XVII Feira Pan-Amazônica do Livro. Com o tema “Ecologia no Traço”, o evento é coordenado pelo cartunista Biratan Porto e traz a Belém importantes nomes das artes gráficas do Brasil e da América Latina, e traça uma virtuosa tribuna gráfica para mostrar o talento e a crítica de todos os cartunistas preocupados com os problemas ecológicos que afligem o planeta, particularmente a Amazônia.


A mostra está aberta para visitação de 10h às 22h, de hoje até o dia 5 de maio e reúne 172 obras de artistas gráficos de 37 países e de 12 estados brasileiros em 4 exposições. São 70 obras do Salão principal com o tema Ecologia. Fazem parte ainda 50 cartuns com tema livre e 40 caricaturas de personalidades. O Salão Homenagem apresenta 12 caricaturas do poeta, político, professor e compositor brasileiro, Ruy Barata. As obras estão dispostas no corredor térreo.


(Diário do Pará, com assessoria).

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