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Cinema tem espaço garantido na Feira do Livro

quinta-feira, 25/04/2013, 07:42 - Atualizado em 25/04/2013, 07:42 - Autor:


A sétima arte vai ter espaço reservado na programação da XVII Feira Pan-Amazônica do Livro. Enquanto o Hangar – Centro de Convenções e Feiras Benedito Nunes vai receber o público ávido por letras, o Cine Estação, no teatro Maria Sylvia Nunes, vai apresentar a “Mostra de Cinema Paraense - 102 anos: Esse País que se Chama Pará”. Distribuída em cinco dias, seguindo uma ordem cronológica de acordo com a evolução do audiovisual produzido por aqui, a mostra será aberta na próxima quarta, 1º de maio, a partir das 18h, com a exibição de duas películas de Líbero Luxardo: “Um Diamante e Cinco Balas” e “Alma do Brasil”, ambos produzidos na década de 1930.


A convergência de várias linguagens artísticas na edição 2013 da Pan-Amazônica, como a consolidação do espaço para montagens cênicas e a inserção de artistas populares no show de abertura, apontam os caminhos que a organização traça para o evento. Segundo Marco Antônio Moreira, um dos colaboradores da mostra de cinema, a feira desempenha um papel de formação quando o assunto é cultura. “E para isso é preciso garantir espaços de interlocução entre as mais variadas áreas que possibilitam o entendimento desse conceito. No caso do audiovisual, acaba sendo uma alternativa para agregar o público em torno dos debates”, explica.


Marco Antônio diz que a proposta da mostra é apresentar ao grande público a evolução do cinema paraense, desde as primeiras produções até a atualidade. “A ideia é homenagear nossos artistas por meio da exibição de películas que demonstraram um panorama do que tem sido feito no cinema por aqui. Teremos filmes de várias frentes, desde curtas, longas, dramas, documental. A Zienhe [Castro, curadora] se preocupou em dar espaço à pluralidade”, conta Marco Antônio.


Responsável pela curadoria dos filmes, Zienhe Castro conta que a programação valoriza não só os diferentes gêneros e movimentos da história do cinema paraense, mas também o papel de longas e curtas que tornaram visíveis a geografia e as múltiplas experiências com a linguagem cinematográfica. “Afinal, a produção de cinema no Pará, segundo dados históricos, inicia em 1911, com películas do espanhol Ramon de Baños, ou seja, temos 102 anos de produção cinematográfica no nosso estado, mas muita coisa danificada e extraviada. Organizei uma linha do tempo para exibir as produções, com cópias em bom estado e autorizadas, da cinematografia paraense desde a década de 30 até 2013”.


Zienhe acredita que o que deve mobilizar o público é justamente a curiosidade em assistir filmes paraenses produzidos na década de 30, 60 e 70, que segundo ela tiveram raríssimas exibições. “Mostraremos alguns cine-jornais do Milton Mendonça, por exemplo. Incluímos também, dentro do que foi possível localizar e autorizar, as produções mais recentes, realizadas na retomada do cinema paraense a partir da década de 90 até hoje, 2013. No domingo teremos a pré-estréia do mais recente, um documentário produzido aqui, ‘Ópera Cabocla’ do cineasta paraense Adriano Barroso”, completa.


Quem ainda não viu os premiados “Matinta”, “As Filhas da Chiquita” e “Miguel, Miguel”, por exemplo, é só ficar ligado na programação. Além dos filmes, a mostra vai realizar a mesa de debate “O Cinema Paraense em perspectiva: Passado, presente e futuro”, mediado por Marco Moreira, e com a participação de convidados como Ana Lúcia Lobato, Afonso Gallindo, Ana Cláudia Melo e Joel Cardoso.


(Diário do Pará)

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