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Aíla celebra hoje um ano de 'Trelelê'

quarta-feira, 24/04/2013, 07:36 - Atualizado em 24/04/2013, 07:36 - Autor:


Muitos tons compõem a atmosfera de Aíla. Em múltiplos acordes, o repertório da jovem artista mistura carimbó e rock, mestres e modernos. A sonoridade miscigenada de “Trelelê”, o elogiado disco de estreia de Aíla, há um ano conquista terrenos para além de sua cidade natal, e agora aporta novamente onde tudo começou. A artista sobe aos palcos do Waldemar Henrique, hoje, para celebrar um ano de lançamento do álbum. “Foi um ano incrível. Os caminhos estão abertos e as pessoas cada vez mais atentas ao que fazemos aqui no Norte”, comemora Aíla.


Com direção musical de Felipe Cordeiro, o disco alia às sonoridades amazônicas boas doses de música pop. As 11 faixas do álbum revelam o flerte com a lambada, o brega, a guitarrada paraense e o carimbó – pegada que dá o tom suingado ao projeto, que se mostra desprendido de convenções, mesclando aos ritmos tradicionais, efeitos modernos e riffs marcantes. Nessa cena que fervilha sob o sol do Equador, Aíla demarca seu espaço. Partindo do regional, “Trelelê” ganha o mundo. “Tocamos por cidades como Macapá, Manaus, São Paulo e Rio de Janeiro, dentre tantas outras. O momento é de festa!”, afirma.


Em canções como “Preciso ouvir música sem você”, de Felipe Cordeiro, a salsa se mistura à inconfundível guitarrada paraense. A interpretação da música “Dona Maria”, do “rei do carimbó” Pinduca, é uma grande surpresa do disco, pela delicadeza e desdobramento poético da versão tradicional. Os mestres recebem nova reverência com “Proposta Indecente”, composição com Aíla recebeu de presente de Dona Onete, a dama do carimbó chamegado.


VIROU CLIPE


O encontro de duas gerações ganhou a telinha e virou vídeo-clipe, o primeiro da carreira de Aíla. Lançado no último mês de março, o clipe foi dirigido por Carol Matos e Brunno Regis. Em meio a um baile da saudade e passos de bolero, um romance inusitado entre uma dançarina, paga para entreter os solitários, e um de seus clientes. “Esta música é um amuleto para mim, é um presente que Dona Onete me deu. E gravar o clipe da música com a participação dela foi maravilhoso”, declara a artista,E como não faltam motivos para celebrar, o show desta quarta, com a direção musical de Davi Amorim, reúne Rafael Azevedo (contra-baixo e programações), Bruno Habib (teclado e synths), Adriano Sousa (bateria) e João Paulo Pires (percussão). No repertório, além dos sucessos de “Trelelê”, a inédita “Sabor de Sedução”, de Dona Onete, composta especialmente para Aíla; “Quero você”, clássica versão de Carlos Santos; e uma versão de lundú-rock’n’roll de Rita Lee, feita especificamente para o show, que traz ainda novas experimentações entre música e imagem, com video-mapping da artista visual Roberta Carvalho.


Mas as surpresas não param por ai. Engrossando o coro nacional contra a homofobia e racismo, Aíla fará do show uma oportunidade para levantar a bandeira da tolerância. “No cartaz do show, usamos a hashtag #oAMORmeREPRESENTA com o intuito de escancarar minhas ideias e posições políticas acerca do que vivemos hoje no Brasil. Nesse show, quero exaltar o amor, e repudiar qualquer ação preconceituosa, homofóbica e racista. E terão algumas boas surpresas nesse sentido”, promete.


(Diário do Pará)

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