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Cine Olympia completa 101 anos com música

terça-feira, 23/04/2013, 17:00 - Atualizado em 23/04/2013, 17:00 - Autor:


O melhor da música e do cinema juntos para celebrar os 101º anos do Olympia, cinema mais antigo em atividade no país. Em comemoração, uma sessão especial será realizada nesta quarta-feira (24), às 19h, com o talento de três grandes nomes da música erudita da cidade: Salomão Habib, Paulo José Campos de Melo e Robernare Marques.


A programação de aniversário do Cine Olympia inciará com a recepção dos expectadores pelas belas cordas do violonista Salomão Habib. A música escolhida é a Suíte Olympia, de autoria do próprio Salomão. Em seguida, será a vez de Robernare Marques prestar sua homenagem à sala de exibição com a execução do tema musical do centenário Cinema Olympia, de sua autoria.


Por fim, o maestro Paulo José Campos de Melo, mais uma vez assume o desafio da execução ao vivo da trilha de um filme, dessa vez, a obra escolhida pelo programador Marco Antônio Moreira é "Aurora", de 1927, do diretor F. W. Murnau.


HISTÓRIA


O Cine Olympia é considerado o cinema mais antigo em funcionamento no país, considerando que sempre esteve no mesmo lugar e não parou as suas atividades por muito tempo. A sala chegou a ser fechada no dia 16 de fevereiro de 2006, pelo atual proprietário, Luis Severiano Ribeiro Neto. A alegação foi de que a sala dava prejuízo. A queda de frequência nos cinemas nos últimos anos tem se mostrado um fenômeno mundial.


São muitas as crises que atingiram as salas exibidoras ao longo dos anos, como a do inicio da década de 50 quando a televisão ameaçou a exibição cinematográfica de tal forma que foi preciso apelar para recursos técnicos como o cinemascope, o vista-vision, o cinerama, uma série de processos que aumentaram o tamanho da imagem e com isso passaram a concorrer com o novo meio de expressão.


O cine Olímpia foi fundado no dia 24 de abril de 1912 pelos empresários Carlos Teixeira e Antônio Martins, donos do Grande Hotel (onde hoje está o Hilton Hotel) e do Palace Theatre (na mesma quadra). Eles queriam fazer do cinema um ponto “chique” capaz atrair os elegantes frequentadores do Theatro da Paz e, consequentemente, hóspedes de seu hotel.


No fim dos anos 30 a empresa Teixeira & Martins não suportou os encargos financeiros e vendeu o cinema e outros, ao banqueiro Adalberto Marques. Criou-se a “Cia. Cinematográfica Paraense Ltda”. Uma firma de vida curta. Em 1946 Marques vendeu todos esses cinemas ao exibidor cearense Luís Severiano Ribeiro, já dono de salas em diversos Estados.


(DOL, com informações da Fumbel)

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