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Historiador analisa novos rumos da museologia

terça-feira, 23/04/2013, 10:31 - Atualizado em 23/04/2013, 10:31 - Autor:


Os museus converteram-se, no decorrer de uma geração, em uma das instituições culturais mais prestigiadas e visitadas no mundo inteiro. Grandes investimentos, principalmente a partir da década de 1970, levaram a um crescimento considerável, permitindo a emergência ou a recomposição de coleções; a criação, a extensão ou a renovação de prédios; a multiplicação de exposições e o surgimento de novos serviços, dedicados às diferentes categorias de público.


Mas, com esse crescimento, a museologia ganhou nova forma e, nessa mesma proporção, tornou-se mais complexa e carente de uma profunda análise. Para discutir a fundo sobre essas redefinições das concepções museais, o conceituado historiador francês Dominique Poulot lança no Brasil, pela Autêntica Editora, o livro Museu e museologia, que integra a coleção Ensaio Geral.


Lançada originalmente na França em 2005, a obra apresenta a história dos museus, suas funções, definições, políticas e conceitos e propõe um diálogo entre o passado e o presente para refletir sobre as novas incertezas que o desenvolvimento das instituições impôs à museologia, como a modificação das práticas na área profissional, que assumiu diversas formas e, com isso, passou a sofrer, às vezes, com a demora para a obtenção de um reconhecimento oficial em alguns países; e como a gestão das organizações têm preocupado os museólogos, pelo crescente abandono dos saberes tradicionais da história da arte ou da história das ciências. 


Segundo a socióloga e pesquisadora Maria Eliza Linhares Borges, que apresenta a obra, “Dominique Poulot mapeia a museologia sem perder de vista sua perspectiva histórica e suas constantes transformações e estimula o aprofundamento de questões próprias do campo museológico. Em tom ora informativo ora provocativo, ele acaba por sugerir uma pauta de reflexão sobre a área. Ancorado em nomes expressivos do universo museal, da cultura de massas, da cultura material e do patrimônio, o autor dá destaque a categorias conceituais, ao papel das perspectivas multiculturais na definição do perfil das exposições contemporâneas, pontua as tensões entre os profissionais de museus, entre outras questões”.


(Diário do Pará)

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