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O longo passeio do Los Porongas

segunda-feira, 22/04/2013, 07:46 - Atualizado em 22/04/2013, 07:46 - Autor:


O registro colaborativo de uma turnê que celebrava os 10 anos de carreira da banda. É assim que Diogo Soares, vocalista do grupo acriano “Los Porongas”, define o documentário “Longo Passeio”, que apresenta ao público, em curtos fragmentos, um retrato em movimento dos shows realizados pela região Norte do país em 2012. 


A trupe passou por Belém, Porto Velho, Boa Vista, Manaus, Macapá e Rio Branco. A relação estreita com o público da capital paraense não é novidade e ficou explícita ao mostrar o show na cidade como o mote para o primeiro episódio do projeto, que já está disponível no site do Canal Brasil. A segunda parte caiu na rede no final da tarde da última-sexta-feira. Apesar de ter sido formatado para a internet, ainda há a possibilidade de exibição na televisão.


A terceira parte do documentário chega à internet na próxima sexta-feira, 26. O sentido de projeto colaborativo, segundo Diogo, se dá em virtude da contratação de equipes de filmagens em cada uma das cidades por onde aportaram. Além, é claro, da contribuição de uma câmera própria que os vigiou durante o tempo na estrada. “Quando fechamos a turnê, sabíamos que era possível registrar essa viagem. Não tínhamos recursos para contratar alguém viajando conosco, então contratamos equipes de filmagem em todas as cidades e levamos nossa câmera para estrada. Foi um registro colaborativo que acabou se transformando em filme. Com o material pronto, nossa assessoria de imprensa fez a ponte com o Canal Brasil, que adorou e propôs lançar por lá”, explica.


Amor por Belém


O giro pelo Norte do país, região que abriga as origens da banda, surgiu com a necessidade de conhecer - e, por que não? - reconhecer os artistas que compõem a cena cultural mais badalada do país na atualidade. “O mais marcante foi encontrar outros artistas produzindo com tudo em todas as cidades que fomos. O show do Laurentino e os Cascudos, sem dúvida, foi um dos momentos mais emocionantes para a gente”, conta. 


Para ele, a turnê representou a confirmação de que as escolhas feitas pela banda estão proporcionando amadurecimento. “Circular pela nossa região de origem e encontrar o público em lugares que ainda nem tínhamos tocado nos deu mais força de que não podemos esperar por ninguém para compor, tocar, enfim, continuar produzindo”, argumenta.


O episódio dedicado a Belém contou com a participação do jornalista e produtor musical Marcelo Damaso, que trouxe o Los Porongas para tocar na cidade em 2006, durante a primeira edição do Festival Se Rasgum. Diogo contou que, mesmo depois de ter realizado vários shows por aqui, ainda é surpreendido com o público. “Belém é a nossa Paris. A gente se sente em casa aí, porque muita gente já conhece a banda e canta nossas músicas”, afirma.


Orgulho e realização estão explícitos no discurso do líder do Los Porongas. Apesar de estar há uma década fazendo música com os amigos, Diogo ainda se mostra surpreso com o reconhecimento do trabalho. As apresentações viscerais do grupo, acompanhadas de coros ensurdecedores de quem se identifica com o som do quarteto, podem ser contempladas nos episódios do documentário. Mas o show de Belém, realizado no palco do Mormaço, foi inesquecível. “O público de Belém não tem frescura, se joga mesmo! Todos os shows que fizemos aí entraram pra lista dos mais quentes da nossa carreira”, dispara Diogo.


FILMAGENS


Segundo ele, esses 10 anos foram necessários para que saíssem em turnê pelo Norte. “Era um sonho antigo. Nada melhor do que registrar essa realização. No fundo, eu sempre penso no moleque que tá aprendendo a tocar guitarra no seu quarto e sonha em ser artista, em encontrar a sua voz. Acho que, quando esse moleque assistir ao filme, ele pode ter mais certeza de que é possível acreditar na música”, comenta. A turnê foi possível graças ao patrocínio do Banco da Amazônia e do Ministério da Cultura.


Diogo admite que a existência de uma câmera no pescoço, já que parte do documentário foi filmado desta forma, muda toda a ação no ambiente. Para ele, há certa esquizofrenia quando alguém sente que vai estar em um lugar para cantar, filmar e ser filmado. “É quase um desconforto, mas era a condição que tínhamos. Era isso ou não teria registro nenhum. A captação é que foi mais complicada, mesmo porque, para a edição, a construção do roteiro e outras etapas do filme, eu contei com uma grande profissional que já tinha editado nossos dois videoclipes, Nina Senra. Ela assina a direção comigo. A Nina me ensinou muita coisa, afinal eu nunca tinha feito um filme antes”, diz o vocalista. 


(Diário do Pará)

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