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Romance cabano ganha sequência

terça-feira, 16/04/2013, 07:56 - Atualizado em 16/04/2013, 07:56 - Autor:


Em ‘O Bravo Sangue Amazônico’, novo livro da saga literária ‘Em tempos Cabanos’, o personagem principal tenta evitar a represália contra o oficial que massacrou seu pai e mãe no porão do Brigue Palhaço. Mas os caminhos se cruzam novamente, surgindo outra tragédia arquitetada pelo algoz militar. É nesse enredo de vingança, lutas e intrigas que o leitor é envolvido no segundo livro do romance cabano escrito pelo paraense Antônio Pinheiro Cabral e lançada pela editora Paka-Tatu.


No centro da trama, o caboclo Santi tenta pôr fim à aflição que tem vivido. É então que ele se vincula ao valente amigo rebelde e braço direito dos líderes cabanos Batista Campos, Eduardo Angelim, Clemente Malcher e os irmãos Vinagre. “Por ser excelente navegador, caçador e guia, o amigo incumbe a Santi a missão de resgatar Batista Campos, que está escondido na igreja da Sé, e escoltá-lo secretamente até a fazenda de Malcher, no Acará. Santi aceita, porém o anseio é a pura vingança, transformando-se num indivíduo frio e impiedoso”, comenta o autor.


No primeiro livro da saga, o enredo tenta inserir o leitor no universo que antecede as disputas da Revolução Cabana. Há referências ao clima da cidade, à exuberância da floresta amazônica e aos contrastes sociais da época.


MISTICISMO


“Agora, foi dado mais destaque à vida do personagem, entrelaçando artimanhas do jogo de poder para acender o pavio da revolta, não descartando o misticismo e a lenda regional. Coloquei também dois desenhos duplos e quatro desenhos simples, dando um toque especial à imaginação do leitor”, diz Antônio Cabral. As ilustrações são assinadas por Fernando Goni, Joe Bennet e José Augusto Luz.


A ação, as lutas, perseguições e torturas ganham força em ‘O Bravo Sangue Amazônico’. E a trama já não se passa apenas em Belém. Há lutas na floresta e a morte do revolucionário Batista Campos, uma das figuras centrais do movimento cabano. E os conflitos vão aumentar na até então última etapa da saga, ‘A Cidade Escarlate’, que já está em fase de produção e deve chegar às livrarias em breve, com o lançamento previsto para ocorrer na Feira Pan-Amazônica do Livro.


“Dá para sentir que o sangue vai jorrar abundante nas ruas de Belém. O terceiro livro finda com a chegada da Esquadra Pacificadora na baía do Guajará, visando a reconquista da cidade”, adianta Antônio. 

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