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4ª Mostra de Cinema encerra inscrições

terça-feira, 16/04/2013, 07:48 - Atualizado em 16/04/2013, 07:54 - Autor:


Que o audiovisual produzido no Pará necessita de cada vez mais espaços para ser divulgado é incontestável. Algumas mostras e concursos têm dado fôlego para o setor e apresentado ao grande público belenense gratas surpresas. Porém, ainda é necessário distribuir esta produção Brasil afora e fazer valer o trabalho dos talentosos cineastas, que mantêm uma produção de fôlego sob a sombra das mangueiras. Na tentativa de somar forças e dar visibilidade ao cinema independente produzido por aqui, foram abertas inscrições para a quarta edição da Mostra de Cinema da Amazônia, realizada pelo Instituto Brasil Amazônia em parceria com o Banco da Amazônia e Governo Federal. As inscrições encerram hoje, pelo site da instituição.


A ideia é utilizar o cinema como ferramenta de intercâmbio cultural entre a Amazônia e o mundo. “Percebemos que existe uma produção audiovisual de muita qualidade na região, mas quase nenhuma vitrine dessas produções, nem no Brasil e muito menos fora. Então, a mostra veio para abrir espaço para esses realizadores, e mais, proporcionar um intercâmbio entre diferentes culturas a partir do cinema”, argumenta Eduardo Souza, 35, vice-presidente e coordenador de projetos do Instituto Cultural Amazônia Brasil.


“Nossa intenção é fazer com que o mundo perceba a Amazônia não apenas como uma região ecologicamente rica, mas também como um espaço de vasta e qualificada produção cultural, inclusive de vanguarda em muitas linguagens artísticas. Além da difusão, pretendemos buscar parcerias com entidades internacionais para fortalecer as produções locais, abrindo espaço para nossos artistas nos mais diferentes países e culturas”, garante Eduardo. Segundo ele, outra proposta da mostra é criar uma identificação, a partir da percepção do amazônida sobre a produção cinematográfica de seus pares, na tentativa de desfazer qualquer sensação de inferioridade em relação às outras capitais do Brasil e do mundo. “Nós temos, sim, produções incríveis e que merecem ser mostradas em todo o mundo”, completa.


VITRINE


“O projeto consiste em divulgar os filmes amazônicos para os mais diversos públicos e trazer o cinema independente contemporâneo para a Amazônia. Em 2013, realizaremos a quarta edição do evento, que já passou por 14 cidades e cinco países em quase dez anos de existência. Desta vez, a mostra ocorrerá no Brasil e na Europa, resultando em 60 dias de debates, encontros, fóruns e exibições de curtas, médias, longas, documentários e animações de todos os países envolvidos no projeto.


Os filmes serão selecionados por uma curadoria local, além de alguns filmes convidados escolhidos pela coordenação da mostra por representarem de forma concisa a produção local. “A mostra ocorrerá em seis capitais da Amazônia: Belém, Manaus, Macapá, Porto Velho, Boa Vista e Rio Branco, durante todo o mês de maio. No mês de junho, seguiremos para Portugal e realizaremos o evento em Lisboa, no Porto e em Coimbra”, adianta Eduardo. Em Portugal, segundo o produtor, a programação envolve ainda shows musicais, intervenções, exposições e feira gastronômica.


As inscrições estão abertas para obras produzidas e filmadas na Amazônia e devem ser realizadas exclusivamente no site do Instituto Cultural Amazônia Brasil. Os interessados em participar devem acessar o regulamento no site e preencher um formulário de inscrição online. As obras deverão ser enviadas pelo correio cumprindo as normas estabelecidas pelo regulamento.


Dividida em três categorias: curta-metragem, documentário e animação, a mostra exibirá também outros onze filmes durante a Mostra de Filmes Portugueses no Brasil. “Desde a primeira edição, em 2005, nossa intenção era realizar a mostra de dois em dois anos, mas por falta de patrocínio realizamos sempre que conseguimos captar recursos ou quando ganhamos algum prêmio com o projeto, como foi em 2006, no Programa Copa da Cultura. A partir de agora, estamos firmando uma parceria com o Banco da Amazônia para tornar a mostra um evento periódico no calendário cultural de diversas capitais na Amazônia, e estamos realmente muito felizes com essa parceria, pois quem sai ganhando é a região, os artistas e mais ainda a sociedade, que terá sempre a oportunidade de ver e saber o que está sendo produzido em nossa região”, diz Eduardo. 


(Diário do Pará)

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