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Mostra reúne desenhos de Tikka Sobral

terça-feira, 16/04/2013, 07:44 - Atualizado em 16/04/2013, 07:44 - Autor:


Cores e traços para reverenciar a obra de Albert Camus (1913-1960). A artista visual paraense Tikka Sobral lança mão de desenhos e pinturas para criar um diálogo sensível com as sensações que emergem da escrita fatalista do escritor argelino. Como resultado, abre hoje, na Casa Fora do Eixo Amazônia, a exposição “O Exílio e a Cor”. A vernissage será às 19h. Dia 26 de junho, a mostra será montada na Fundação Cultural Tancredo Neves. Depois de mergulhar na literatura de Camus, Tikka se propôs a fazer uma releitura pictórica da obra “O Exílio e O Reino”.


Aí não deu em outra: a artista realizou uma série de desenhos referenciados nos personagens contidos nos seis contos que constituem o livro: “O Renegado”, ”O hóspede”, “A mulher adúltera”, “Os Mudos”, “Jonas, o pintor” e “A Pedra que aumenta”. A ideia do projeto é tocar as sensações causadas pelo exílio, abordando contextos diversos. “Me aproprio de situações completamente distintas umas das outras para abordar o exílio físico ou espiritual (ou ambos) que cada pessoa encontra para dar suporte ou complemento à sua própria existência. Para isso, pesquisei as aproximações e limites entre artes visuais e literatura e as possibilidades de experimentações estéticas derivadas desse encontro, tendo como suporte a técnica mista sobre papel”, explica Tikka.


Para Narjara Oliveira, produtora e responsável pela mostra, o grande trunfo de Tikka está na flexibilidade com que experimenta as linguagens e suportes. “Tikka Sobral experimenta as possibilidades do desenho e da pintura enquanto discurso estético na contemporaneidade, ressignificando assim a obra de Camus. Ela pensa a pintura como dispositivo conceitual de discurso e diálogo ao se apropriar de uma obra em outra linguagem, questionando os limites da arte contemporânea através do traço e da cor, contribuindo para as discussões sobre o papel da pintura na arte contemporânea”, considera a produtora. 


Depois de já ter se dedicado a experiências em atelier, tanto em Belém como em São Paulo, além de integrar exposições coletivas e individuais, Tikka entende seu novo projeto como uma forma de repensar as relações entre linguagens. “Ressignificar a obra de Camus, que é um grande artista-escritor, pensar artes visuais como um dispositivo conceitual são as minhas maiores intenções com esse trabalho”, conta a artista.A curadoria e desenho de montagem ficaram por conta de Ramiro Quaresma, que selecionou 20 obras para compor a exposição.


A mostra “O Exílio e a Cor” é uma realização da produtora A Senda com o patrocínio da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves.


VISITE


Exposição “O Exílio e a Cor”. Abertura hoje, às 19h, na Casa Fora do Eixo Amazônia. Visitação das 14h às 18h, até o dia 30/04.


(Diário do Pará)

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