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Círio

Círio de Nazaré: devoção sobre as águas

domingo, 30/09/2018, 08:32 - Atualizado em 30/09/2018, 08:42 - Autor:


Ainda na madrugada da véspera do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, vários moradores da Vila da Barca, em Belém, costumam começar a soltar os primeiros fogos de artifício, indicando que as horas seguintes serão de confraternização e muitas demonstrações de fé.


O chamado “sábado do Círio” amanhece com grande movimento de moradores que se posicionam à beira da Baía do Guajará para uma missa. Em seguida, no mesmo espaço, a comunidade se reúne para um café da manhã enquanto aguarda a passagem da Romaria Fluvial, sobretudo do navio da Marinha Garnier Sampaio, que conduz a pequena imagem de Nossa Senhora de Nazaré.




(Foto: Ricardo Amanajás/Diário do Pará)


“É uma emoção muito forte, indescritível. Nós temos o privilégio de viver esse momento. É como se Nossa Senhora viesse até nós. Não lembro de já ter feito promessas, mas na hora que ela passa a emoção toma conta. Só consigo agradecer e pedir paz e saúde”, explica a operadora de caixa Helô Carvalho, 44 anos.


Helô conta que sempre morou na Vila da Barca e que a reunião de moradores para ver a passagem é uma tradição antiga. “Não sei quando começou, mas é muito emocionante. A vizinhança fica animada, todo mundo se ajeita, enfeita suas casas. Esse ano eu não vou acompanhar porque estarei trabalhando, mas minha família sim”, diz Helô.




Pescador Welton Rodrigues (Foto: Fernando Araújo/Diário do Pará)


PREPARAÇÃO


A preparação para esse momento começa bem antes de outubro. Moradores se reúnem ao longo do ano com coletas, rifas e outros tipos de promoções para angariar fundos para os fogos, como explica o comerciante Epitácio Júnior, 37.


“Vários moradores se reúnem em grupos para comprar os fogos. No meu caso, eu e mais três amigos fazemos coletas, rifas e outras promoções para conseguir recursos. Também coletamos para tomar o café da manhã juntos. Tudo para garantir uma homenagem como Nossa Senhora merece”, conta.


“Nesse dia levo a ‘berlindazinha’ com Nossa Senhora aqui de casa para a missa. É muito bonito, ela passa beirando nossa comunidade, ela para praticamente para nossa homenagem que tenho certeza que é uma das mais bonitas dessa procissão. O clima é de confraternização. Pra gente a Romaria Fluvial é o nosso Círio”, explica.




Comerciante Epitácio Júnior (Foto: Fernando Araújo/Diário do Pará)


Atracados no Ver-o-Peso, alguns pescadores também aguardam por esse momento. Esta semana, os barqueiros começam os preparativos de suas embarcações para a Romaria Fluvial. O pescador Weliton Rodrigues, 25, do barco Raiane de Souza, acompanha a procissão há 7 anos e diz que o momento é um dos mais aguardados do ano.


“A gente começa a se organizar esta semana. Vamos fazer camisas, faixas. Vamos deixar a embarcação bem arrumada porque é um momento muito importante, principalmente para nós, pescadores, ver Nossa Senhora no rio, perto da gente. Só quem acompanha mesmo consegue imaginar”, destaca o pescador.


ROMARIA FLUVIAL


Está entre as mais belas romarias da programação do Círio. O percurso pelas águas da Baía de Guajará é de aproximadamente 18 Km, de Icoaraci até a Praça Pedro Teixeira, em Belém. A embarcação da Marinha leva a imagem peregrina em um nicho, sendo seguida pelos devotos em centenas de embarcações de todos os tipos e tamanhos. Na chegada, na escadinha (Praça Pedro Teixeira), a imagem é recebida com honras de Chefe de Estado, pela Polícia Militar, fato que se repete desde 1999.


FONTE: site do Círio de Nazaré


(Josiele Soeiro/Diário do Pará)

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