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Círio

Corda: símbolo da fé já está entre nós para o Círio de Nazaré

sexta-feira, 21/09/2018, 08:15 - Atualizado em 24/09/2018, 10:21 - Autor:


Depois de quase 15 dias sendo transportada de Santa Catarina ao Pará, chegou ontem (20) à Capital, um dos mais tradicionais elos de fé entre os devotos e Nossa Senhora de Nazaré, padroeira dos paraenses. Os 800 metros da corda do Círio de 2018 serão divididos em duas partes iguais: 400 metros para Trasladação, no sábado, e os outros para a principal procissão, no segundo domingo de outubro.


A corda está sendo confeccionada desde o início do ano. O símbolo, de cinquenta milímetros de diâmetro, ligará as cinco estações que são atreladas à Berlinda com a imagem peregrina da Virgem. Ao chegar à Estação dos Carros, ao lado do Centro Social de Nazaré, a corda foi abençoada pelo padre Luiz Carlos, da diretoria da festa. O religioso lembrou que o símbolo é uma referência na fé de quem segue a procissão. “E nela que o fiel paga suas promessas, chora, se emociona”, explica.


No galpão dos carros, também está guardada a Berlinda que levará a Virgem. A corda foi transportada de Florianópolis para São Paulo e, depois, para Belém. O serviço foi feito gratuitamente pela empresa Expresso Vida Transporte.


A corda, feita de sisal, também foi doada por um grupo empresarial paraense pelo quarto ano consecutivo. “Este é um dos mais importantes símbolos da Festa de Nazaré, as pessoas entram na disputa por ela, pois representa a fé dos devotos”, ressalta o Diretor Coordenador do Círio 2018, Claudio Acatauassú.


Aos aplausos, o símbolo religioso foi recebido, também, por um grupo de turistas de São Paulo. A dona de casa Edna Campos, 63 anos, se emocionou ao ver o objeto. “Sempre vi pela TV, mas aqui em Belém a energia é outra. Uma atmosfera diferente, algo inexplicável”, diz.


CORTE - O diretor de procissões Antônio Luís de Sousa, também ressaltou a importância da campanha contra o corte da corda durante as procissões. Ele pede que os romeiros esperem chegar ao Colégio Santa Catarina de Sena, onde o arcebispo dará as bênçãos, e depois cortar a corda.


A HISTÓRIA - A Corda passou a fazer parte da procissão do Círio em 1885. A história conta que uma enchente da Baía do Guajará alagou a orla do Ver-O-Peso até a Praça das Mercês, no momento da procissão, fazendo com que a Berlinda ficasse atolada e os cavalos não conseguissem puxá-la. Os animais então foram desatrelados e um comerciante emprestou uma corda para que os fiéis puxassem a Berlinda. Foi então que o elemento passou a fazer parte do Círio.



(Foto: Ney Marcondes/Diário do Pará)


Uepa fará hoje programação gratuita em homenagem à virgem de Nazaré


Tradicionalmente, a Universidade do Estado do Pará (Uepa) recebe no prédio da Reitoria, a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré. A representação da virgem Maria passará pela Uepa hoje (21), a partir das 13h.


A recepção é sempre saudada com fogos, balões, orações e cânticos religiosos pelos servidores, estudantes e comunidade externa dos arredores do bairro do Telégrafo. Na ocasião, uma bênção será conduzida pelo padre da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Enio Biasi, e o aluno do Curso de Licenciatura em Música do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE), Rodrigo Freitas, fará uma apresentação de cânticos para os presentes. A programação é gratuita e aberta ao público.


ARTES - Integrando também os festejos de Nazaré, o Núcleo de Arte e Cultura (NAC) da Universidade do Estado do Pará (Uepa) realiza a sétima edição do Círio de Todos os Timbres, projeto de extensão que leva linguagens artísticas gratuitas durante o mês de outubro e este ano fará uma apresentação na Igreja Madre Deus, em Vigia de Nazaré, também hoje, às 19h. A apresentação também é de graça.


Exposição de fotos retrata a fé com foco nas mãos


Mãos de Fé é o título da exposição fotográfica aberta no último dia 15 e que vai até 31 de outubro, em Belém, com imagens produzidas pelo médico e fotógrafo Marcelo Brito, retratando o Círio de Nazaré. A mostra tem 33 fotografias com foco nas mãos dos devotos, que expressam a fé e emoção do Círio. A beleza dos detalhes foi captada em preto e branco pelo médico ortopedista, especialista em coluna.


“Para nós, o Círio sempre teve um significado além das palavras. A família passou adiante uma religiosidade fervorosa e um gosto por observar e participar de um fenômeno cultural magnífico com olhos de quem observa, prestando atenção na beleza de cada detalhe e cuidando para que aquele momento não se vá da memória”, avalia.


A relação entre fotografia e o Círio se intensificou quando o médico publicou em suas redes sociais uma foto autoral da Basílica de Nazaré durante a queima de fogos no encerramento da festividade. A fotografia recebeu muitos elogios e curtidas, e chamou a atenção de integrantes da Diretoria da Festa de Nazaré, que pediram a ele permissão para usar a imagem.


A exposição pode ser vista no Shopping Bosque Grão Pará. As obras estarão disponíveis para venda e a maior parte da arrecadação será doada para as creches Sorena, Casulo e Cantinho São Rafael, que atendem crianças carentes.


(Roberta Paraense/Diário do Pará)

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