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Em ritmo rápido e sem queima de fogos na Praça dos Estivadores

segunda-feira, 09/10/2017, 08:11 - Atualizado em 09/10/2017, 08:11 - Autor:


Sem a queima de fogos na Praça dos Estivadores, mas com a mesma emoção de sempre, a berlinda tinha passado pelo Boulevard Castilhos França por volta de 7h30. Sem parada para a homenagem dos trabalhadores do porto, a imagem de Nossa Senhora seguiu em ritmo mais rápido. Até a subida da Presidente Vargas, ponto de preocupação em razão da curva e do afunilamento da via, transcorreu sem atropelos. 

Se por um lado, a falta da homenagem conseguiu dar ritmo à procissão, por outro houve críticas pelo fim de uma tradição que se repetia há 103 anos. Neste ano, as autoridades e a diretora da festa alegaram falta de segurança para suspender o show pirotécnico. Houve apenas uma pequena queima de fogos a partir de uma área isolada na Escadinha do Cais do Porto. O Sindicato dos Estivadores cogitou protestar durante a procissão, mas não ocorreu e a procissão seguiu sem atropelos. O governador do Pará, Simão Jatene repetiu o gesto da Trasladação e não compareceu ao palanque das autoridades, na Estação das Docas.

AGRADECIMENTO 

A babá Lucilene Correia, 23, não media esforços para agradecer pelas bênçãos que acredita ter recebido de Nossa Senhora. “Minha filha e minha casa”, disse carregando um bebê de dois meses de um lado e a réplica de uma casa no outro. Como consegue seguir toda a procissão com a criança e a casa? “Com muita força e fé”, disse entre lágrimas. 

A criança é Emily, a filha que a babá achou que perderia. A réplica da casa era um agradecimento pelo imóvel comprado em Outeiro. Já Renan Augusto, 24 anos, levou livros de Química, Física e História para a procissão. 

Aprovado para cursar Administração, fez questão de agradecer. “Estava devendo isso a ela e hoje (ontem) pude cumprir. Sinto-me realizado”. O engenheiro Roberto Lisboa, 39, foi com réplica de uma casa. Ao lado de Adriana, sua mulher que está grávida, fez o percurso para agradecer o imóvel comprado neste ano em Castanhal. “Ver a nossa mãezinha passando é uma emoção grande”.



O gari Laudecir Silva, 33 anos, caminhou por cinco dias, de Baião até Belém, para agradecer o nascimento do filho. (Foto: Rita Soares/Diário do Pará)


PROMESSA

O gari Laudecir Silva, 33 anos, cumpriu a promessa que fez há 3 anos quando conseguiu ser pai do pequeno Lázaro. Para mostrar seu agradecimento, decidiu fazer, em 2015, o percurso de Baião a Belém a pé. Foram 5 dias de caminhada. A partir de então, a meta é ir à procissão com o menino vestido de anjo. Ontem ele estava acompanhado pela mulher, Isabel, e pelo menino de 3 anos . “Fiz a promessa para Nossa Senhora porque já estava casado há dez anos e não tinha filhos. Ele (o menino) foi um presente de Deus”, explicou.

(Rita Soares/Diário do Pará)

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