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Círio

Estivadores vão bloquear passagem da santa no Círio

sexta-feira, 29/09/2017, 07:45 - Atualizado em 29/09/2017, 10:04 - Autor:


O tradicional momento de homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, realizado há 103 anos durante a procissão de domingo, não terá permissão de acontecer este ano, segundo Secretaria de Estado de Segurança (Segup). A queima de fogos do Sindicato dos Estivadores foi impedida de ser praticada na Praça dos Estivadores, como tem sido desde seu início, visando garantir proteção aos fiéis . Por causa da decisão, a categoria promete protestar durante a passagem da santa, com um cordão humano.

“A mudança vem para certificar a segurança da população. Foi definido em agosto, em reunião com os sindicatos e os órgãos envolvidos com a festividade, mas já vem sendo tratado desde o ano passado”, alega o secretário-adjunto de Gestão Operacional da Segup, coronel André Cunha.

De acordo com o servidor do Estado, foram dadas duas opções ao sindicato: realizar a queima no mesmo local onde acontece a homenagem do Sindicato dos Arrumadores ou em uma balsa flutuante atracada à área da Escadinha do Cais, às proximidades da Estação das Docas. “Eles decidiram pela segunda opção, mas até o momento não apresentaram nenhum projeto para a realização da queima e, se não for apresentado até amanhã [hoje], a homenagem não poderá acontecer”, avisa o secretário, que afirma ainda que os projetos das homenagens dos Sindicatos dos Arrumadores e dos Peixeiros já foram apresentados, analisados e aprovados.

OUTRA VERSÃO

No entanto, o presidente do sindicato, Moisés Sousa Lopes, nega que a categoria tenha concordado com alternativa ou sido informada da mudança com antecedência. “Nós passamos um ano nos planejando, entregamos o projeto para o Corpo de Bombeiros em junho e só fomos informados a poucas semanas do Círio que a homenagem não poderia acontecer”, relata.

Para o presidente, a mudança não faz sentido e o Sindicato se recusa a realizar a homenagem em outro lugar que não seja a tradicional praça. “Nós não vamos fazer isso no meio da baía, tirando toda a emoção do momento, nem podemos fazer na frente de outro sindicato. A homenagem sempre foi feita na praça, em seus mais de 100 de realização, e nunca houve nenhum incidente”, defende.

Moisés garante que medidas de segurança sempre foram tomadas, cercando a praça para impedir a aproximação dos fiéis e mantendo um diâmetro seguro de 15 metros entre os fogos e a população. “Nunca aconteceu nada porque nós sempre nos preocupamos com a segurança dos romeiros. Por que esse ano tem que ser diferente?”, questiona.

Além disso, o presidente garante que a categoria está se mobilizando para realizar um protesto no dia do Círio contra a decisão da Secretaria. “Já é tradição e o dinheiro para custear a queima sai do bolso dos próprios trabalhadores”.

(Arthur Medeiros/Diário do Pará)

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