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Círio

No Ver-o-Peso, otimismo com as vendas para o almoço do Círio

terça-feira, 19/09/2017, 08:11 - Atualizado em 19/09/2017, 08:58 - Autor:


Tucupi, maniva e pato são alimentos considerados importantíssimos para se fazer o tradicional almoço do Círio de Nazaré. A venda destes produtos é feita durante o ano inteiro. Mas é nas semanas que antecedem a festa religiosa que ela realmente dispara. Elias Soares, 31 anos, que trabalha em uma barraca de tucupi e maniva que pertencia ao seu pai no Ver-o-Peso, já começou a se preparar. “Eu compro o dobro de produto, toneladas por dia”, conta. Além disso, ele diz que costuma contratar cerca de 10 pessoas a mais para dar conta do atendimento. “É a melhor época do ano para quem trabalha com isso. Gera renda pro resto do ano seguinte”, diz.

Wagner Rodrigues, 43, já começou a cozinhar a maniva para estocar e ter o suficiente para quando o período mais intenso de vendas chegar. “Aí, quando chega a semana, a gente só faz aquecer”, afirma. Segundo Rodrigues, a venda no Círio aumenta tanto que ele mal tem tempo de voltar em casa. “As vendas começam a ficar forte ali pelo dia 25 até o dia 5 mais ou menos. E aumenta muito, mais de 100%”, garante.

RENDA

Outro feirante que já está confiante com o aumento nas vendas é Marcelo Martins, 34. E já tem destino certo para essa renda: vai terminar de construir a casa própria. Ele trabalha principalmente com a venda de tucupi. Com a proximidade do Círio, a família inteira vai para o Ver-o-Peso ajudar no atendimento. 

“No Círio, eu chego a vender duas mil garrafas por dia. Então, a família toda tem de se ajudar”, destaca. Elton Vasconcelos, 26, por sua vez, trabalha como vendedor em uma barraca que vende, entre outros animais, o pato. Ele admite que um dos problemas é o preço, que costuma ser aumentado pelos fornecedores na época nazarena. “É tradição já. Tem gente que só cria pato para vender no Círio”, explica. 



Marcelo Martins quer usar a renda da venda de Tucupi na construção de sua casa. (Foto: Ricardo Amanajás/Diário do Pará)


Mesmo assim, ele garante que as pessoas não deixam de comprar. “A venda não para. O povo já sabe que aumenta. Então, já se prepara e alguns se adiantam e compram antes”, afirma. Por isso, na barraca, o estoque aumenta. Eles compram com antecedência, para ter o suficiente para atender os consumidores. 

TUCUPI: GARRAFA DE 2 LITROS CUSTA ENTRE R$ 5 E R$ 14, DIZ DIEESE

Comparado ao mesmo período do ano passado, o tucupi está custando mais caro. Este ano, dependendo do estabelecimento e da marca, a variação de preço pode chegar a 50%. Os dados foram divulgados ontem, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), que estima, para os próximos dias, um equilíbrio nos valores. “Mais feiras vão ofertar o tucupi. Com isso, a tendência é equilibrar”, aposta Roberto Sena, diretor técnico da instituição. O estudo do ‘Almoço do Círio’ está sendo feito desde a segunda quinzena de agosto. Esta pesquisa, que tem o foco no tucupi, muito usado no almoço do Círio, foi feita com base nos levantamentos de preços de feiras livres e supermercado, entre os dias 11 e 16 de setembro. 

FEIRAS

O produto costuma ser mais vendido em garrafa pet de 2 litros. Nas feiras, esta quantidade foi encontrada com valores de R$ 5 até R$12. No Ver-o-Peso, além de ser o local com a maior oferta do ingrediente, é o que também oferecia o produto com preços mais baixos: de R$5 a R$7. Já em supermercados, o valor praticamente dobra. O tucupi, na mesma quantidade, está sendo comercializado entre R$11,99 e R$14. “O consumidor tem de procurar. O que chamou atenção foi a diferença de preços, e não a elevação dele em relação ao ano passado, que já era esperado”.



Bastante procurado, o pato vivo está em falta em muitas feiras de Belém. (Foto: Wagner Santana/Diário do Pará)


PATO VIVO

Outro produto cuja compra deve pesar no bolso do paraense é o pato. Segundo o Dieese, a ave viva continua em falta na maioria das feiras. O item foi encontrado apenas no Ver-o-Peso e 25 de Setembro. Os preços variam entre R$50 e R$100 a unidade, com o peso, em média, de 2,5 kg a 3,5 kg.

(Arthur Medeiros e Roberta Paraense/Diário do Pará com Redação)

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