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Joesley e Wesley deixam comando da JBS

sexta-feira, 26/05/2017, 23:44 - Atualizado em 26/05/2017, 23:44 - Autor:


Envolvidos nos escândalos sobre pagamento de propina delatado na semana passada, Joesley e Wesley Batista entregaram nesta sexta-feira (26) a carta de renúncia de comando que possuíam na JBS. Os irmãos eram, respectivamente, presidente e vice-presidente do colegiado.


Joesley e Wesley confessaram que pagaram propina a políticos em troca de vantagens para o conglomerado de sua família. Desde que detalhes da colaboração se tornaram públicos, a JBS passou a enfrentar uma aguda crise, com ações derretendo na Bolsa.


O executivo Tarek Farahat irá substituir Joesley, que deixará assim em definitivo o conselho. José Batista Sobrinho, fundador da JBS e pai dos dois delatores, ficará no lugar de Wesley, que seguirá como membro do colegiado.


Não foram anunciadas mudanças na diretoria da companhia. Dessa forma, Wesley mantém-se como presidente, e Francisco de Assis e Silva, que também se tornou delator, como diretor-executivo.


Com a decisão, Joesley fica cada vez mais afastado da estrutura do grupo -ao menos oficialmente.


Antes de firmar a colaboração premiada, a Justiça já havia determinado que o empresário se afastasse da presidência do conselho da holding J&F, que é dona da JBS, e da Eldorado Celulose.


ROSTO DA DELAÇÃO


Por ter gravado secretamente uma conversa com o presidente Michel Temer, Joesley tornou-se a face mais pública da delação. Ao contrário do irmão Wesley, que seguiu em São Paulo tocando as decisões empresariais, Joesley se encontra fora do país há dias. Ele afirmou às autoridades que vem sofrendo ameaças.


A saída é uma tentativa de sinalizar ao mercado mudanças na gestão da empresa -mesmo que ainda tímidas.


Junto com a renúncia de Joesley, a JBS anunciou a criação de um "comitê de governança", liderado por Farahat, para "implementar as melhores práticas globais em governança corporativa".


O comunicado da companhia não detalhou como será feito esse trabalho.


Presidente global de marketing e inovação da JBS, Farahat já era membro do conselho de administração da JBS. Antes de ser contrato pelos irmãos Batista, trabalhou por 26 anos na P&G.


Segundo comunicado da companhia de alimentos, o executivo afirmou que sua prioridade é ganhar a confiança do mercado.


A tarefa é das mais espinhosas. Segundo depoimento dos delatores da JBS, a alta direção de seu grupo pagou milhões ao longo de anos para corromper deputados, senadores, ministros e presidentes da República. No total, a colaboração dos irmãos Batista e de outros cinco executivos do grupo envolve 1.829 políticos do país.


A extensão da corrupção relatada pelos irmãos tem afugentado investidores. Há dúvidas sobre como fica a situação financeira da companhia diante das multas com as quais terá de arcar. Teme-se ainda que tenha dificuldade para acessar crédito novo. Desde quarta (17), as ações da JBS caíram quase 20%.


(Com informações da Folhapress)

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