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Círio

A confraternização em volta da mesa

segunda-feira, 10/10/2016, 07:40 - Atualizado em 10/10/2016, 11:29 - Autor:


A casa estava arrumada desde sexta–feira (07). Os cheiros da maniçoba e do pato no tucupi já exalavam junto ao clima do Círio que invadiu a cidade. E, quando esses dois pratos estão juntos na mesma mesa no segundo domingo de outubro, é sinônimo de casa cheia na casa da família Paes, bairro do Marco, em Belém. “Quando chega na sexta, já está tudo pronto. Não tem quem resista”, conta Dirce Paes, 72 anos, aposentada. Essa preparação bastante antecipada é justamente para não deixar de lado o momento em que os filhos, netos e amigos se reúnem depois da procissão do Círio.


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TRADIÇÃO

Assim tem sido nos últimos 50 anos, desde que Dirce casou com José Mourão, 81 anos. Ele conta que o Círio e o almoço de confraternização também são momentos de reflexão. “Para nós, significa amor. Nos faz refletir a importância de preservar tudo isso que faz parte do Círio”, diz, emocionado.

A autônoma Patrícia Braga chegou à família Paes há quase 3 anos e logo se identificou com a tradição do almoço do Círio. “Essa energia me faz lembrar dos meus pais e familiares. É aconchegante viver esse clima”. Dirce e José já tinham o hábito de reunir a família no almoço do Círio quando eram solteiros, tradição que foi mantida. “Agora a gente mantém. É dia de festa e, se eu não participar dessas coisas que fazem parte do Círio, é como se ele não tivesse
acontecido”, diz Dirce.

(Michelle Daniel/Diário do Pará)

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