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Círio

Você conhece os ícones do Círio?

sábado, 08/10/2016, 18:08 - Atualizado em 08/10/2016, 18:10 - Autor:


MANTOS


Existem divergências sobre o fato de a imagem de Nossa Senhora ter sido achada com ou sem manto, não havendo registros sobre o início da história da confecção e troca das peças. Entretanto, acredita-se que o costume seria antigo, a julgar pelos primeiros cartazes e representações da imagem de Nossa Senhora de Nazaré.Entre pessoas mais conhecidas pela confecção de mantos, está a irmã Alexandra, que pertencia à Congregação Filhas de Sant’Ana, do Colégio Gentil Bittencourt. Ela confeccionava os mantos anualmente, com material doado por promesseiros. Foi assim até sua morte, em 1973. Depois dela, a missão foi assumida pela ex-aluna da escola e sua ajudante na tarefa de bordar as peças, Esther Paes França, que chegou a confeccionar 19 mantos. A partir daí, vários católicos e estilistas já receberam a tarefa de produzir o manto usado pela imagem peregrina para as procissões do Círio.


BERLINDA


A berlinda começou a ser utilizada no Círio a partir de 1882, por sugestão do bispo Dom Macedo Costa. Até então, a imagem era conduzida no colo do capelão do Palácio do Governo, como era tradição desde o primeiro Círio. A berlinda atual é a quinta da história e foi confeccionada em 1964, em cedro vermelho no estilo barroco. Tradicionalmente, o carro é ornamentado com flores naturais, sendo utilizado apenas no Círio e na Trasladação. Em algumas romarias oficiais, são utilizadas réplicas menores e maissimples da berlinda.



CORDA


A Corda passou a fazer parte do Círio em 1885, quando as marés amazônicas da Baía de Guajará subiram a ponto de alagar as avenidas beira-rio bem na hora da procissão, desde a área próxima ao Ver-o-Peso até as Mercês, fazendo com que a berlinda ficasse atolada e os animais de tração não conseguissem puxá-la. Os animais, então, foram desatrelados e um comerciante local emprestou uma corda para que os fiéis puxassem a berlinda. A partir daí, a corda foi introduzida ao Círio e, ao longo de sua permanência, já foi alvo de diversas polêmicas, sendo inclusive, abolida da festa entre 1926 e 1930, pelo Arcebispo Dom Irineu Jofily.


Atualmente, é um dos maiores ícones da Festa, utilizada na Trasladação e no Círio. Confeccionada em óleo de sisal retorcido, possui 400 metros de comprimento (em cada uma das romarias) e duas polegadas de diâmetro. A Diretoria do Círio pede que a corda não seja cortada pelos próprios promesseiros. As campanhas de conscientização começaram em 2011 e são lançadas próximo ao Círio como forma de tentar fazer com que os objetos cortantes não sejam utilizados. 


CARROS DO CÍRIO


Além da berlinda, outros 13 carros acompanham a procissão do Círio. Eles são um símbolo importante da devoção mariana incorporado à procissão ao longo da história da Festa, seja para recolher os ex-votos ou levando crianças vestidas de anjos.Os carros abrem o caminho da grande procissão e são conduzidos por alunos de escolas públicas e particulares na seguinte ordem: Carro de Plácido, Barca da Guarda, Barca Nova, Carro dos Anjos 1, Cestos de Promessas, Carros dos Anjos 2, Barca com Velas, Carro dos Anjos 3, Barca Portuguesa, Carro dos Anjos 4, Barca com Remos, Carro Dom Fúas e Carro da Santíssima Trindade.


CARTAZ


Uma das tradições mais antigas e conhecidas do Círio de Nazaré é adotada até hoje por várias famílias, empresas e órgãos paraenses: fixar os cartazes do Círio em suas portas, como forma de homenagem à Senhora de Nazaré. Trata-se de um instrumento de evangelização e divulgação da Festa. 

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