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Círio

Auto do Círio faz homenagem aos 400 anos de fé

sexta-feira, 07/10/2016, 17:08 - Atualizado em 07/10/2016, 17:16 - Autor:


Este ano, o espetáculo cultural O Auto do Círio chega à sua 22ª edição e o tema que dará forma ao cortejo é “Belém de Nazaré 400 Anos de Fé”. O projeto é desenvolvido pelo Instituto de Ciências da Arte (ICA), com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Universidade Federal do Pará. O ponto de partida do Auto é a Praça do Carmo, no bairro Cidade Velha. O início está previsto para as 19h desta sexta-feira (07).


Em homenagem ao aniversário de Belém, o espetáculo contará a história dos 400 anos de fé da cidade mostrando os movimentos e cultos religiosos praticados antes mesmo do momento da aparição da imagem de Nossa Senhora de Nazaré. O projeto recebe as assinaturas de direção cênica e coordenação geral dos professores da UFPA, Adriano Furtado e Tarik Coelho, respectivamente.


Diversidade religiosa Com a proposta de proporcionar para a comunidade uma reflexão sobre sua relação com a história, cultura e religião da cidade, a organização do evento tem boas expectativas quanto ao público, que só vem crescendo nos últimos cortejos.


“Nós estamos com uma expectativa muito boa para o público deste ano. Resolvemos falar sobre os 400 anos de fé da cidade e não de história, que envolvem os movimentos religiosos que aconteciam antes mesmo da chegada da Nossa Senhora de Nazaré. No início de tudo, ocorriam manifestações de origem indígena, depois, veio a ocupação pelos europeus e, em seguida, a chegada dos negros escravizados”, explica o professor Adriano Furtado, diretor cênico do espetáculo.


(Foto: divulgação/UFPA)


História


O Auto do Círio é um programa de extensão universitária, criado, em 1993, pela professora Zélia Amador de Deus, juntamente com Margareth Refkalefsky. O objetivo foi de revitalizar o Centro Histórico de Belém por ocasião das festividades do Círio de Nazaré, possibilitando o exercício da prática do ensino das artes por meio do teatro de rua. “O projeto visa reativar, artisticamente, a Cidade Velha, trazendo incentivo e público para a área, agregando valor a um espaço que é de Belém, nossas primeiras ruas”, conta o professor Tarik Coelho, coordenador geral.


Nos anos em que dirigiu o espetáculo, o professor doutor Miguel Santa Brígida incluiu no cortejo elementos da música e da cultura popular reunidos em uma estética de matriz carnavalesca. Em 2006, o Auto recebeu do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan) o reconhecimento de bem imaterial do estado do Pará, associado ao Círio de Nazaré.


Extensão 


Entre professores e alunos da UFPA, assim como artistas locais, o Auto conta com 20 pessoas em sua organização. 



(Com informações da UFPA)

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