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Círio

Turistas relatam a emoção de acompanhar o Círio

segunda-feira, 12/10/2015, 08:45 - Atualizado em 12/10/2015, 10:29 - Autor:


Diante da força inabalável dos fiéis que, unidos, dão andamento à corda, a aposentada Estela Araújo, 70 anos, que viajou do município de Rio Branco, no Estado do Acre, até Belém, se viu tomada pela emoção da mesma forma que os que caminhavam pelas ruas. “Para mim, essa é a 1ª festa do mundo, a maior”.


Já apresentada às manifestações de fé pela televisão e pela internet, Estela conheceu, pessoalmente, no Círio deste ano, a fé que move os paraenses. No instante em que enorme fileira de pessoas passou segurando a corda, os próprios netos vieram à mente da turista. “Eu fiquei feliz de ver tantos jovens e pensei logo nos meus netos. É uma multidão e só pode ser um milagre tudo acontecer ao mesmo tempo”.


Para a funcionária pública Cecília de Lima, 69 anos, que também viajou do Acre para ver, pela 1ª vez o Círio de Nazaré, tudo era motivo para encantamento. Apesar da sensibilidade diante da fé dos que faziam o percurso de joelhos, nada lhe causou maior emoção que o momento em que a berlinda com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi avistada no meio da multidão. Sentimento acumulado desde a noite anterior ao Círio, quando a Cecília acompanhou a Trasladação. “ Quando ela passa a gente sente uma coisa tão forte, que não tem como não se emocionar”. Saindo do Estado do Mato Grosso do Sul somente para conhecer a procissão de Nazaré em Belém, a aposentada Elizabeth Fontenele, 61 anos, fez questão de vivenciar cada momento da grande festa. Desde as primeiras horas da manhã, a caminhada iniciou em direção à Igreja da Sé.


Pelo caminho, o1º contato foi com os promesseiros que, de joelhos, tentavam seguir o percurso até a Basílica. “É uma fé indescritível de tão grande. Eu nunca imaginei que fosse desse jeito”.


Durante as viagens que realizou, Elizabeth conheceu outras demonstrações de devoção a Maria em outras partes do Brasil. Nada porém, se comparou ao Círio que ela viu tomar as ruas de Belém. “Eu já tive a oportunidade de ver a procissão de Nossa Senhora Aparecida, mas não é a mesma coisa. Isso aqui é uma coisa única no mundo”. Entre os momentos de emoção que viveu desde que desembarcou na cidade um, em especial, lhe chamou a atenção, no traslado da imagem de Belém para Ananindeua, na última sexta-feira. Hospedada às proximidades de um hospital de referência em oncologia localizado no percurso da procissão, ela se sensibilizou com a homenagem realizada no local. “Quando chegou ao hospital, a santa saiu da berlinda para dar uma bênção aos doentes. Foi o momento mais emocionante”.


(Cintia Magno/Diário do Pará)

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