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Círio

Comércio religioso não enxerga crise

sábado, 10/10/2015, 12:45 - Atualizado em 11/10/2015, 05:26 - Autor:


Esta época do ano não se resume somente à celebração religiosa do Círio de Nossa Senhora de Nazaré. Para muitas famílias, o período também representa a oportunidade de garantir o aumento no orçamento com as vendas dos produtos marianos. Isto porque a comercialização desses itens – desde camisas estampadas com a imagem da santa, fitinhas, terços e objetos de cera, por exemplo – costuma dobrar o faturamento dos trabalhadores. E os setores envolvidos iniciam a preparação para atender a demanda meses antes da festa.


É o que já ocorre há 10 anos com a proprietária de uma malharia localizada na avenida Alcindo Cacela, no bairro de Nazaré. A cearense Rosemary Cavalcante, 60 anos, consegue zerar o estoque de camisas com o tema do Círio. No ano passado, a comerciante vendeu cerca de 10 mil peças e acredita que no Círio de 2015 não será diferente. A loja produz peças com estampas da Virgem de Nazaré para todos os gostos e bolsos. Estas são confeccionadas por máquinas que utilizam os processos de impressão, além dos bordados feitos de forma artesanal, na própria loja. Já as peças com pinturas manuais são outra opção para os clientes.


A produção para o Círio começa no mês de abril e segue contínua. Os preços variam entre R$ 8 até R$ 50, sendo mais caras aquelas que recebem a aplicação de bordados e pinturas. Rosemary explica que as blusas de malha mais fina são fabricadas especialmente para os promesseiros da corda, custam R$ 15 e têm de todos os tamanhos, para homens e mulheres. Para os romeiros, Rosemary tem a opção de camisas confeccionada em tecidos leves. 


A procura pelos produtos geralmente é intensificada na segunda quinzena do mês de setembro. “Parte da minha renda familiar é garantida com o Círio, apesar de trabalhar bastante também em outras datas festivas”, diz a lojista. Com a ajuda do esposo e de um dos filhos, Ivanilda Alves, 52, aposta também na produção de camisas para o Círio para compor a renda familiar. Ela é proprietária de uma outra malharia, também localizada na avenida Alcindo Cacela, em Nazaré. A confecção dos produtos costuma acelerar já a partir do mês de junho. No Círio do ano passado, Ivanilda comercializou cerca de 20 mil peças.


A confecção de uma camisa estampada simples demora cerca de 2 minutos para ficar pronta. O negócio de Ivanilda gera renda ainda para pelo menos sete funcionários que ela mantêm em seu estabelecimento. “A gente percebe que as famílias estão participando cada vez mais do Círio. A maioria dos nossos clientes são famílias mesmo”, declara Ivanilda Alves.


(Pryscila Soares / Diário do Pará)

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