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Círio

Voluntários fazem a diferença no Círio

sábado, 10/10/2015, 10:49 - Atualizado em 10/10/2015, 12:36 - Autor:


Tudo começa muito antes de o sol raiar. Uma corrente de oração é feita com pedidos de proteção, seriedade, amor e dedicação para que tudo ocorra como foi planejado. Em seguida, as últimas informações são repassadas. A essa altura, o relógio marca 3h, indicando que o momento mais aguardado chegou. É hora de dividir as equipes e partir para a procissão maior. É Círio outra vez. 
É exatamente assim que os voluntários da filial paraense da Cruz Vermelha Brasileira iniciam os trabalhos no domingo de Círio. Trata-se de um papel de extrema significância. O objetivo maior é salvar vidas. Há 34 anos, esses famosos personagens desempenham suas atividades no Círio com muita habilidade, atenção, responsabilidade, coragem, solidariedade e, sobretudo, o amor ao próximo.


E eles têm consciência de como suas presenças fazem a diferença. Por isso, buscam fazer o seu melhor para atender e socorrer adequadamente os romeiros que participam não somente da Trasladação do sábado à noite e da procissão no domingo, mas de todas as 12 procissões da festa - na qual a participação da Cruz Vermelha tornou-se efetiva apenas no Círio de 1981.

EXÉRCITO


O Círio de 2015 conta com 6.500 voluntários, entre efetivos e temporários. Eles se dividem em equipes de socorristas itinerantes, maqueiros e pessoal “abre caminho”, que são distribuídos ao longo de todo o trajeto, na Trasladação e no Círio. Estão preparados para socorrer, fazendo o isolamento da área e transporte dos romeiros. Há ainda as equipes que atuam na distribuição de lanches, registros de pessoas atendidas e na busca e paradeiro de crianças e idosos. 


O trabalho é feito em parceria com o Juizado da Infância e Adolescência, assistentes sociais e advogados, caso haja algum problema jurídico. Além disso, são disponibilizadas equipes de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem para receber e prestar os atendimentos de primeiros socorros aos pacientes.

PREPARAÇÃO


Todo o contingente que trabalha pela Cruz Vermelha no Círio passa por diversos treinamentos e simulações - que imitam situações que podem ser vivenciadas durante as procissões. Para que esse trabalho seja possível, a Cruz Vermelha conta com o apoio de equipes médicas e de ambulâncias disponibilizadas por órgãos como a Marinha, Exército, Aeronáutica, Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), além de duas operadoras de saúde.


Este ano, as equipes da Cruz Vermelha estarão em 15 postos na trasladação e 21 postos na procissão do Círio. Pessoas até de outros estados manifestam interesse de cooperar com esse trabalho. Este ano, a Cruz Vermelha inscreveu dois voluntários vindos do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. Ao fim do Círio, os voluntários temporários são automaticamente desligados. A maioria tem entre 15 e 21 anos.


A Cruz Vermelha oferece curso de formação para os que desejam se tornar voluntários efetivos. Este ano, ainda está previsto para ocorrer na segunda quinzena de novembro. No curso, que tem duração de 15 dias, o voluntário é preparado por equipes de monitores, enfermeiros e técnicos de enfermagem, que ministrarão aulas de primeiros socorros, formação básica de instrutores e de valorização humana.


(Pryscila Soares / Diário do Pará)

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