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Círio

Belém parou para ver Nazaré passar

sábado, 10/10/2015, 05:23 - Atualizado em 10/10/2015, 05:24 - Autor:


Uma cidade parada, registrada no enorme enfileiramento de carros e motocicletas. Parece a descrição de um congestionamento na saída de Belém num feriado prolongado, mas não é. Trata-se do traslado Belém-Ananindeua-Marituba, a primeira das onze romarias em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré por ocasião do Círio - que, bem distante do estresse de um engarrafamento comum, teve como motivação a fé e a devoção de dos milhões fiéis da “Nazinha”, como é carinhosamente chamada a padroeira dos paraenses.


De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, foram percorridos 47 quilômetros na procissão, que abrangeu toda a Região Metropolitana de Belém. Foram 8 quilômetros a menos em relação ao ano passado. O evento começou às 8h da manhã e foi antecedido por uma missa realizada na Basílica Santuário por Dom Irineu Roman, bispo auxiliar de Belém. 


Após a missa, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi atracada em uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Depois de exatas 12 horas de percurso, a procissão terminou na igreja Nossa Senhora das Graças, a igreja Matriz de Ananindeua. 


Durante o trajeto, foram várias as homenagens à imagem da “Nazinha”. Casas e prédios foram feitos de área vip por seus proprietários, enquanto muitos fiéis acompanhavam a romaria a pé ou em carros, motos e bicicletas. Em comum, o desejo de homenagear a santa. “Participo dessa procissão há 15 anos. Sempre surge em mim mais motivação para adorar e prestar essa homenagem a Nossa Senhora de Nazaré. É um percurso grande, que vai longe, mas que vale cada metro percorrido”, disse Cleber Silva, 41 anos, mecânico.


EMOÇÃO


As homenagens à santinha aconteceram também entre as repartições ao longo do percurso. A principal e mais emocionante delas aconteceu em frente ao Hospital Ophir Loyola. A direção do hospital levou um bebê de colo interno da unidade para tocar na imagem. “Essa criança representa a bênção que nossa padroeira, Nossa Senhora de Nazaré, dá para todos os enfermos. Que eles podem e devem ter esperança de uma vida próspera e saudável”, discursou Dom Alberto Taveira, arcebispo metropolitano de Belém.


(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)

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