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Círio

Romeiros são contra o corte antecipado da corda

sexta-feira, 09/10/2015, 14:11 - Atualizado em 09/10/2015, 14:45 - Autor:


Uma pesquisa apresentou os números do Perfil do Romeiro da Corda do Círio de Nazaré, na quarta-feira (07). Tema de discussão sempre presente em cada edição da festividade, o corte antecipado da corda foi uma atitude reprovada por 97% dos romeiros que acompanham o Círio. Número muito próximo aos 96% que são contrários ao ato também na Trasladação.


“Esses dados dizem respeito ao Círio de Nazaré de 2014. Essa foi a primeira pesquisa que fizemos sobre esse perfil, uma ação inédita com resultados reveladores, pois a corda é um ícone extremamente importante para a festividade, um dos seus maiores símbolos. O Círio de Nazaré é uma instituição centenária que se solidificou como grande procissão católica no cenário paraense e nacional. E este ano completamos 160 anos de corda no Círio”, destaca o secretário de Estado de Turismo, Adenauer Góes.


Realizada durante o sábado da Trasladação e o domingo do Círio de Nazaré, a pesquisa, que aplicou 1200 questionários, revelou que as mulheres (55%) são maioria no sábado à noite, enquanto os homens (72%) predominam na grande procissão do domingo. E que, em ambos os casos, jovens (16 a 29 anos) compõem o grupo principal de romeiros da corda da Trasladação (70%) e do Círio (62%), sendo em sua maioria estudantes, com 41,6% na romaria noturna e 23,5% na procissão dominical.


(Foto: arquivo/Ag. Pará)


A pesquisa também constatou que cerca de 70% dos romeiros da corda já se fez presente em anos anteriores, em geral, comparecendo pela quarta ou quinta vez. “Nossa proposta foi identificar quem é esse romeiro que traz a corda ao longo de 3,6 quilômetros de procissão. São mais de sete mil pessoas que conduzem a corda. Uma das coisas que desmistificamos é que na corda do Círio não temos só paraenses, mas também pessoas de outros estados do Brasil. O motivo da promessa é o dado mais importante da pesquisa, pois explica porque as pessoas se sacrificam na corda”, explica o economista do Dieese-PA, Roberto Sena.


A afirmação de Sena condiz com os resultados obtidos. A pesquisa identificou que tanto na Trasladação quanto no Círio, a corda atrai romeiros de São Paulo, Amazonas, Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro, Amapá e Goiás, entre outros estados da federação. E revelou ainda, que a saúde é o principal motivo de promessas, com 40,5% de intenções entre os que seguem a procissão do sábado e 44,9% dos que saem no domingo de Círio.


“O Círio de Nazaré alcançou uma dimensão enorme, com 27 mil voluntários e 12 romarias. Então, é muito importante que conheçamos detalhes e minúcias desta festa em pormenores”, conclui o coordenador da Diretoria da Festa de Nazaré, Jorge Xerfan Neto.


A pesquisa, que conta com o apoio da Arquidiocese de Belém e da Diretoria da Festa de Nazaré, será repetida novamente este ano, com um grupo de pesquisadores coordenados pela Secretaria de Estado de Turismo (Setur) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA), em ambas as procissões.


(DOL com informações da Agência Pará)

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