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Círio

Exposição permite tocar em símbolos

sábado, 19/09/2015, 08:56 - Atualizado em 20/09/2015, 09:17 - Autor:


Em um espaço tranquilo e aconchegante, é possível se aproximar da berlinda de Nossa Senhora de Nazaré, tocar a corda do Círio e ver em detalhes os bordados de 13 mantos usados pela imagem peregrina da santa. Inviáveis no dia da procissão de domingo, em meio aos 2 milhões de fiéis que tomam as ruas de Belém, tais privilégios estão ao alcance de qualquer pessoa na exposição permanente montada no espaço Memória de Nazaré, localizado no térreo do Centro Social de Nazaré. 


Com visitação aberta ao público de segunda a sexta-feira, no período da manhã e da tarde, o espaço congrega cerca de 300 peças que foram usadas durante as procissões, fora algumas doações – como, por exemplo, a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que foi doada pelo cantor sertanejo Daniel e que está em exposição -, a maioria dos objetos expostos são ex-votos deixados pelos fiéis nos carros de promessa. 


Coordenadora da exposição, Jane Cléia Jakes explica que as peças são renovadas anualmente. “A cada ano vamos substituindo. Como não temos como expor todos, pegamos os objetos mais tradicionais para passar aos turistas o que é o Círio”, conta. 


Presença garantida na grande procissão de domingo, objetos de cera que reproduzem partes do corpo, casas feitas de miriti ou isopor e as fitinhas fazem parte da exposição. Dos objetos depositados nos carros de promessas por fiéis que estão em exibição, saltam aos olhos uma roupinha de criança e um vestido de noiva. 


Em lugar de destaque na sala, 13 mantos utilizados em Círios anteriores chamam a atenção pela beleza. Mais antigos dos expostos, o manto de 1987 demonstra que, na época, que os desenhos realizados no tecido eram formados prioritariamente por costuras. Criação igualmente bela, mas muito diferente do manto completamente coberto por pedrarias usado em 2011, também exibido ao público no local. “Antes, esses mantos ficavam guardados e só as fotos eram expostas”, diz. “Mas agora foi feita uma iluminação adequada e instalado o sistema de segurança que dá condições que eles estejam aqui para a visitação do público”.


(Cintia Magno/Diário do Pará)

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