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NEGÓCIOS

Feira do Círio oferece produtos em diversos espaços da capital

O projeto do Sebrae teve uma edição descentralizada em vários pontos de Belém para evitar aglomerações e empreendedores aprovaram oportunidade de comercializar seus produtos com mais opções de clientes

terça-feira, 13/10/2020, 08:15 - Atualizado em 13/10/2020, 08:45 - Autor: Alexandra Cavalcanti


Feira oferece oportunidades para 120 empreendedores e artesãos oferecerem seus produtos
Feira oferece oportunidades para 120 empreendedores e artesãos oferecerem seus produtos | Irene Almeida

Uma das novidades da Feira de Artesanato do Círio (FAC 2020) promovida pela Sebrae/PA, em sua oitava edição, é que este ano ela está descentralizada. Tudo para evitar aglomerações e atender às normas sanitárias de prevenção da Covid-19. Por isso, além do maior ponto de vendas localizado no Estacionamento do Porto Futuro com encerramento nesta terça-feira (13), os visitantes dispõem ainda de quatro lojas colaborativas em locais estratégicos da cidade: Estação Cultural de Icoaraci (antiga Estação Ferroviária) até o dia 18, e na aérea de embarque do Aeroporto Internacional de Belém, Estação das Docas e Shopping Bosque Grão Pará estas últimas até o dia 25.

As lojas colaborativas seguem o conceito de reunir, em mesmo espaço físico, micro e pequenos empreendedores, de diversos segmentos, para comercializarem diretamente seus produtos e serviços, com as vantagens de uma loja física sem precisar investir recursos em um ponto comercial próprio. “Esse novo formato encontrado pelo Sebrae para este momento que estamos passando acabou surpreendendo positivamente os empreendedores e os próprios consumidores, que estavam acostumados a feira em um único espaço e agora podem contar com mais opções”, destacou o diretor superintendente do Sebrae/PA, Rubens Magno.

Este ano a FAC conta com o trabalho de 120 microempreendedores individuais e artesãos da capital e dos municípios de Ananindeua, Abaetetuba e Santarém, o dobro de 2019 quando foram registrados 60 participantes. No total, 20 mil peças, entre brinquedos de miriti, roupas, artigos de decoração e presente, entre outros, estão sendo comercializadas, metade deles nas lojas colaborativas. A expectativa da organização é de que cerca 20 mil pessoas visitem os espaços até o final da feira. Por isso, a previsão inicial de faturamento dos empreendedores girava em torno de R$ 220 mil. “A expectativa é superar esse valor, proporcionalmente já estamos acima dele, porque registramos um crescimento nas vendas significativo, por conta de um consumo bem aquecido”, comemora o superintendente.

Irene Almeida
 

Além das vendas nas lojas, ele ressalta o aquecimento da comercialização on-line. “Elas estão ocorrendo pela plataforma Amazônia Market, onde os clientes podem comprar e ir às lojas apenas para retirar o produto”, acrescenta. O endereço é amazoniamarket.com.br.

A microempreendedora Leila Souza, proprietária da loja virtual Chikerete está com vendas nas quatro lojas colaborativas da FAC. Ela trabalha com produtos religiosos que ela mesma produz a partir de diversos materiais. Ela comercializa seus produtos basicamente pelo instagram, e como grande parte dos microempreendedores, este ano, enfrentou momentos difíceis durante a pandemia. “Praticamente não tivemos as feiras nos últimos tempos, que são locais onde costumo vender meus produtos também. Então a possibilidade de contar com a Feira de Artesanato do Círio este mês foi muito importante. Costumamos dizer que ela é o nosso décimo terceiro, especialmente nesse formato das lojas colaborativas que foi uma ideia magnífica”, opina ela, que participa já desde a primeira edição.

A microempreendedora Gisele Moreira, responsável pela marca Arte Papa Xibé também vê na FAC um incentivo para negócios como o dela. “É uma oportunidade de mostrar nossos produtos, ter contato direto com o público, ouvir a opinião dos clientes, já que não temos lojas físicas. Por isso, esse momento é perfeito para ter esse feedback e, claro, permite a venda direta, fazer promoções e fazer girar estoque. É um gás para continuar produzindo. Sem contar que muitos que não conhecem a marca, passam a conhecer”, resume.

A Arte Papa Xibé existe há 15 anos e dispõe de produtos como ecobags, canecas, almofadas, jogos americanos e quadros que recebem a artes autorais da marca e são vendidos atualmente somente pelas redes sociais. “Com a pandemia retiramos dos pontos de revenda e ficamos apenas no on-line com entrega em domicílio”, diz.

A FAC 2020 faz parte das ações do Sebrae de incentivo à comercialização de produtos de pequenos negócios no Círio, que neste ano foram ampliadas e estão ocorrendo até o dia 25 de outubro, sendo presenciais e pela internet. Além da Feira, a programação reúne duas agrofeiras (uma que foi realizada em Marituba e outra que ocorrerá nos dias 17 e 18 no Estacionamento Wandekolk, em Belém); uma campanha digital na plataforma Amazônia Market e instalação de duas máquinas point machine/mercado azul, na Estação das Docas e Aeroporto. A programação completa pode ser acessada em www.pa.sebrae.com.br

Serviço

Estação Cultural de Icoaraci (antiga Estação Ferroviária): até o dia 18, das 10h às 19h

Estação das Docas: até o dia 25, das 10h às 22h

Shopping Bosque Grão Pará: até o dia 25, das 10h às 22h

Aeroporto Internacional de Belém (área de embarque): até o dia 25, das 10h às 19h.

Feira oferece oportunidades para 120 empreendedores e artesãos oferecerem seus produtos
Feira oferece oportunidades para 120 empreendedores e artesãos oferecerem seus produtos | Irene Almeida
Feira oferece oportunidades para 120 empreendedores e artesãos oferecerem seus produtos | Irene Almeida

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