Edição do dia

Edição do dia

Leia a edição completa grátis

Previsão do Tempo
29°
cotação atual R$
NEGÓCIOS

Hotéis terão perda de mais de 80% no Círio deste ano

quinta-feira, 17/09/2020, 08:09 - Atualizado em 22/09/2020, 11:23 - Autor: Alexandre Nascimento


| Fernando Araújo


O Círio de Nazaré é uma das maiores festas católicas do Brasil. Ao mesmo tempo, por conta disso, a manifestação religiosa também se converte em ganhos para a economia da capital no chamado turismo religioso. Por causa da pandemia da Covid-19, as perdas econômicas serão significativas, já que a edição da festa nazarena deste ano será em novo formato, que não contará com as procissões e outros eventos correspondentes a esse período.

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese-PA) confirma que o Círio ultrapassou o campo religioso para o econômico. Em pesquisa divulgada ontem e baseado na edição do ano passado, a festa arrecadou para a economia o valor próximo a R$ 1 bilhão, mesmo sendo a edição mais cara da história, orçada em quase R$ 4 milhões pela Diretoria da Festa de Nazaré (DFN).

A mesma pesquisa aponta que o setor mais aquecido pela festa católica é o turismo, o chamado “turismo religioso”. Em parceria com Secretaria de Turismo do Pará (Setur), foi divulgado que, em 2019, cerca de 83 mil turistas de todo o mundo estiveram na capital paraense e injetaram na economia aproximadamente 31,2 milhões de dólares, que equivaliam à época cerca de R$ 120 milhões, por meio da rede hoteleira, pontos turísticos, entre outros ramos.

No entanto, o novo formato do Círio de Nazaré de 2020, por conta das medidas de prevenção ao novo coronavírus, vai trazer impacto negativo na economia de todos os setores, sobretudo o do turismo, já que pelas mudanças não deve atrair a vinda dos turistas. A situação contraria as expectativas criadas ainda em 2019 que, segundo a pesquisa do Dieese, dos turistas ouvidos 97,5% afirmaram que estariam nas homenagens à Nossa Senhora deste ano. E que os visitantes ficam, em média, 5 dias na capital.

OCUPAÇÃO

Um dos ramos mais afetados com o novo formato será a rede hoteleira da cidade, que em anos normais do Círio conseguia ocupar 100 % das vagas dos hotéis. Para se ter uma ideia, segundo a pesquisa do Dieese, dos cerca de 83 mil turistas que estiveram em Belém no evento do ano passado, 47% ocuparam as vagas dos hotéis. Entretanto, em 2020, o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado do Pará (SHRBS-PA) afirma que os hotéis vinculados estão apenas entre 5% a 8% das reservas confirmadas para o período.

“Acreditamos que, na melhor das hipóteses, ocupemos entre 20% a 25% das reservas dos hotéis associados, pois achamos que devam vir pessoas que queiram vir pagar promessas ao modo delas ou por outros motivos particulares. Mas, nada que se compare aos outros anos, que as reservas esgotavam antes do Círio começar”, disse Fernando Soares, diretor jurídico do SHRBS-PA.

PERFIL DO TURISTAS

DE ONDE VEM?

São Paulo - 15,6%, Maranhão - 14,0%, Ceará - 6,80%, Rio de Janeiro - 10,3%, Amapá - 10,3%, Amazonas - 6,6%, Minas Gerais - 4,8%, Pernambuco - 2,3%, Paraná - 2,3%, Tocantins - 3,2%, Rio Grande do Norte - 3,2% e Outros - 20,6%.

MEIO DE HOSPEDAGEM:

•Hotel - 47,0%, Casa de parentes - 21,7%, Casa de amigos - 18,9%, Hospedaria (pensão) - 5,7%, Casa própria - 2,1%, Casa alugada - 2,5%, Flat - 0,7% e Outros - 1,4%.

MEIO DE TRANSPORTE UTILIZADO

Avião - 74,0%, Ônibus de empresa - 10,7%, Automóvel particular - 2,8%, Ônibus de excursão - 7,1%, Navio - 5,4%.

FORMA DE VIAJAR

•Viajaram com a família - 49,5%, Viajaram só - 25,3%, Viajaram em grupo - 25,2%

Conteúdo Relacionado


0 Comentário(s)

MAISACESSADAS