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 'Círio Catedrais': Leitores podem montar a Basílica para lembrar o Círio de Nazaré

quinta-feira, 17/10/2019, 07:39 - Atualizado em 17/10/2019, 08:22 - Autor: Cintia Magno


Lar de Nossa Senhora, a Basílica guarda as belezas da construção original
Lar de Nossa Senhora, a Basílica guarda as belezas da construção original | Wagner Santana

Quando se adentra o interior da Basílica Santuário de Nazaré, o olhar converge para o altar onde segue guardada a imagem que deu origem à devoção dos paraenses pela Virgem de Nazaré. Instalada às margens do que, em 1700, era o igarapé Murucutu, a igreja passou por várias transformações até que chegasse à bela construção de 20 metros de altura, rica em detalhes. A mesma que chega aos leitores do DIÁRIO, nesta quinta-feira (17) em forma de miniatura para ser montada.

Ponto de chegada do Círio de Nazaré, a Basílica é a última igreja a integrar a série “Círio Catedrais”, que desde o início deste mês de outubro vem presenteando os leitores com o encarte gratuito de lâminas de papel que permitem a montagem de edificações localizadas no percurso da grande procissão em homenagem à Nossa Senhora de Nazaré. A série teve início com a Igreja de Santo Alexandre, seguida pela Igreja da Sé e, agora, finalizada com a Basílica Santuário.

Coordenadora da Pastoral do Turismo da Basílica, Janes Jaques explica que o surgimento da igreja está diretamente atrelado ao início da devoção do povo paraense por Nossa Senhora de Nazaré. Segundo conta a lenda, a igreja está localizada no ponto exato onde o caçador Plácido teria encontrado a imagem, ainda em 1700. “Plácido levava a imagem para casa, mas ela retornou a este ponto. Depois ela chegou a ficar sob escolta no Palácio do Governo, mas mesmo assim, ela retornou ao local do achado. Foi então que Plácido resolveu construir uma capela bem simples para abrigar a imagem”.

Dessa forma, a primeira construção do que depois viria a se tornar a Basílica Santuário era uma pequena ermida de palha. Com o passar dos anos, outras construções foram realizadas até que, em 1852, fosse erguida a Igreja Matriz que, apenas 50 anos depois, daria lugar à Basílica. “A Igreja Matriz foi demolida e, ao lado, começou a ser construída a Basílica, em 1909”, explica Janes. “A construção atual da Basílica foi proposta pelo padre Luis Zoia que trouxe o esboço da Itália”.

Segundo os relatos contidos na biblioteca do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o projeto da Basílica é inspirado na Igreja de São Paulo, localizada em Roma, capital italiana. O embelezamento de seu interior, porém, ficou por conta do padre Afonso Di Giorgio, cujos restos mortais, inclusive, encontram-se sepultados na Basílica. É a ele que atribuem-se os vitrais, mosaicos, estátuas, os altares e até mesmo a fachada que podem ser vistos até hoje.

Ainda antes do término da atual construção, o Papa Pio XI concedeu, em 1923, o título de Basílica à igreja. Já a elevação à condição de Santuário ocorreu em 2006, através do então Arcebispo de Belém, Dom Orani João Tempesta.

Em meio à quadra nazarena, a Basílica é apreciada por centenas de visitantes, paraenses e turistas, que lotam a igreja para ver a Imagem Original de Nossa Senhora de Nazaré, que desce do glória apenas duas vezes no ano, durante as festividades do Círio e no aniversário de elevação da Basílica à condição de Santuário, em maio. A série “Círio Catedrais” tem patrocínio da Alepa, Fibra, Hapvida e Norte Energia.

Curiosidades

A Basílica Santuário tem 20 metros de altura, 24 de largura e 62 metros de comprimento. É nela que, também, se encontra o conjunto de sinos mais antigo e completo do Brasil que data de 1966. Eles foram os primeiros eletrificados do país e são capazes de executar vários concertos sacros e natalinos.

Fonte: Fundação Nazaré de Comunicação

Diário do Pará
 

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