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Exame comprova que homem que espancou mulher não é 'doido', e ele vai para cadeia comum

quarta-feira, 27/02/2019, 19:29 - Atualizado em 27/02/2019, 19:29 - Autor:


O advogado Vinicius Batista da Serra, de 27 anos, que espancou a paisagista Elaine Peres Caparroz, de 55 anos, teve alta na tarde desta quarta-feira (27) do Hospital Penal Psiquiátrico Roberto Medeiros, onde estava internado para realizar exames mentais. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do RJ, não foram constatados quaisquer distúrbios psicológicos e, por isso, ele irá para uma cadeia comum.


"O interno ficou acautelado na unidade prisional em observação médica, onde, após última avaliação psiquiátrica, foi constatada estabilidade no quadro médico. Além disso, após resultados dos exames feitos durante a internação, não houve alteração do quadro clínico psicopatológico", informou a secretaria.


O Ministério Público do Estado do Rio divulgou nesta quarta-feira que Serra não só teve a intenção de matá-la como, de fato, acreditava que ela estava morta quando deixou seu apartamento. Por isso, o MPRJ pediu a condenação do agressor por homicídio qualificado, com penas de prisão que vão de 12 a 30 anos. 


Segundo o MP, o denunciado, "consciente e voluntariamente e com a intenção de matar, espancou violentamente a vítima, causando-lhe lesões corporais graves". Ainda de acordo com o MP, Serra deixou a casa de Elaine, na manhã do sábado, 16, acreditando que havia matado a paisagista.


"De acordo com a denúncia, o crime não ocorreu por circunstâncias alheias à vontade de Serra, que deixou a residência de Elaine acreditando que havia matado a vítima", sustentou o MP. Além disso, apontou um agravante: "A tentativa de homicídio foi praticada de forma dissimulada, já que o denunciado marcou um encontro prévio com a agredida, ocultando sua intenção de matar."


Em postagem em uma rede social, a própria Elaine confirmou a intenção de Serra: "Fui agredida por várias horas seguidas, o que demonstra intensa crueldade e a intenção dele de matar. Só não o fez porque eu obtive socorro, ou seja, por uma circunstância que não dependeu da vontade dele! Apesar dos meus gritos de socorro, ele não titubeou e prosseguiu com o espancamento".


Para o MP, a forma como o crime foi praticado, "com múltiplos golpes desferidos, além da longa duração das agressões, também demonstra a crueldade do ato, executado por razões da condição de sexo feminino e em evidente menosprezo à condição da mulher, o que caracteriza o feminicídio".


Os procuradores pedem que Serra seja condenado por homicídio qualificado, que prevê pena de reclusão de 12 a 30 anos. Além disso, informaram, ele deve ser condenado também ao pagamento de indenização por danos materiais e morais causados à vítima.


(Fonte: UOL) 

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