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Frequentadores e funcionários de João de Deus evitam comentar prisão

domingo, 16/12/2018, 19:57 - Atualizado em 16/12/2018, 19:57 - Autor:


Frequentadores e funcionários da Casa Dom Inácio de Loyola, onde o médium João Teixeira de Faria, 76, conhecido como João de Deus, fazia atendimentos, evitam comentar a sua prisão neste domingo (16).


Acusado de abusos sexuais, João de Deus estava em um sítio e encontrou a polícia em encruzilhada às margens da BR-060 em Abadiânia, Goiás.


Tanto o centro em que ocorrem as cirurgias espirituais quanto as obras sociais mantidas pelo médium em Abadiânia passaram a tarde fechados. As atividades na Casa Dom Inácio se encerram às 12h.


O movimento na casa após a prisão é principalmente de curiosos. Grande parte deles viaja entre Brasília e Goiânia e desvia da BR-060 para espiar o local, que está com os portões trancados.


Desde o início da manhã, a residência de João de Deus está fechada e sem movimentação. Vizinhos e um vigia dizem que ninguém entrou ou saiu desde as 7h.


Espécie de relações públicas da Casa Dom Inácio, o ex-prefeito de Abadiânia Francisco Lopes diz que a frequência ao local certamente cairá após a prisão do médium, mas que as portas continuarão abertas a partir desta segunda (17) para reflexão e orações.


Antes das denúncias, quando as cirurgias espirituais ainda eram feitas, cerca de 5.000 pessoas passavam pelo local.


"A casa, em si, é um retiro espiritual e, por isso, não podemos fechar", justificou.


Lopes disse que ele e outros funcionários e apoiadores da casa recebem a notícia da prisão chateados, mas com algum alívio, pois a apresentação de deu sem tumulto e a integridade de João de Deus pôde ser preservada.


Lopes afirma ter esperança de que o médium volte a fazer atendimentos no centro.


"Vamos aguardar o desenrolar dos acontecimentos. A Justiça vai decidir essa questão. Acredito muito na inocência dele. Tem muita coisa controversa nessas denúncias."


Minutos antes de se entregar, João de Deus chegou a passar mal. Trêmulo, pediu aos defensores para tomar um remédio sublingual. Ele é cardíaco.


Após encontrar as autoridades, João de Deus disse à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, que se entrega "à justiça divina e à Justiça da terra".


(Folhapress)

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