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Considerado foragido, João de Deus entra para a lista da Interpol

sábado, 15/12/2018, 15:12 - Atualizado em 15/12/2018, 15:20 - Autor:


O médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, é considerado foragido da Justiça e teve o nome foi incluído na lista da Interpol. Os advogados de defesa do médium informaram que ele vai se entregar à polícia espontaneamente, mas que isso não deve acontecer antes das 14h deste sábado (15).


Na noite de 7 de dezembro, no “Programa do Bial”, quatro mulheres relataram casos de abusos sexuais sofridos em sessões com João de Deus. Antes de exibir os depoimentos, o apresentador deixou claro que o conteúdo do programa não tinha o objetivo de questionar os métodos do médium. “Não se trata de questionar os métodos de cura de João de Deus, muito menos a fé de milhares de pessoas que o procuram. Estamos apenas dando voz a mulheres que se sentiram abusadas sexualmente por ele”, afirmou Bial.


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Após a acusação, João de Deus se manifestou através de nota, negando as acusações. “Há 44 anos, João de Deus atende milhares de pessoas em Abadiânia, praticando o bem por meio de tratamentos espirituais. Apesar de não ter sido informado dos detalhes da reportagem, ele rechaça veementemente qualquer prática imprópria em seus atendimentos”, afirma.


INVESTIGAÇÃO


Após os relatos, novas denúncias contra João Teixeira foram surgindo, totalizando mais de 200 relatos do tipo. “Não há porque duvidarmos dos relatos das vítimas. É claro que não vamos encontrar vestígios do crime, nem lesões”, esclareceu o promotor Luciano Miranda, que disse ainda que os depoimentos podem ser o único meio de comprovar as acusações.


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Uma força-tarefa, de seis delegados e duas psicólogas, foi mobilizada. Eles entraram em contato com as promotorias de outros estados para evitar que vítimas se desloquem até Abadiânia, Goiás.


PRISÃO


Até que no final da tarde da última terça-feira (11), João de Deus teve a prisão preventiva decretada pelo Ministério Público de Goiás após o recebimento de mais de 200 atendimentos de vítimas. O pedido do MP foi acatado pela Justiça na última sexta-feira (14).


(DOL com informações do Estadão)

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