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Deputada incentiva alunos a denunciarem professores que são contra Bolsonaro

segunda-feira, 29/10/2018, 13:14 - Atualizado em 29/10/2018, 13:51 - Autor:


Logo após o anúncio da vitória de Jair Bolsonaro, a deputada estadual eleita em Santa Catarina, Ana Caroline Campagnolo (PSL), resolveu abrir um canal de denúncias na internet para fiscalizar professores que tenham possicionamento contrário ao presidente eleito no último domingo (28). De acordo com a publicação feita por ela, a partir desta segunda-feira (29), os estudantes devem enviar vídeos e informações para o seu número de celular com o nome do docente, da instituição de ensino e da cidade. 


Na imagem compartilhada em uma rede social, a deputada afirma que o nome de quem realizar a denúncia não será divulgado. "Garantimos o anonimato dos denunciantes". 


Campagnolo entrou com um processo contra a professora Marlene de Fáveri, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e sua ex-orientadora do mestrado em 2016, por suposta "perseguição ideológica". O caso foi julgado improcedente em setembro deste ano pelo 1º Juizado Especial Cível de Chapecó (SC), mas Ana Caroline recorreu. 


Ainda em seu post, a atual deputada diz que "amanhã é o dia em que os professores e doutrinadores estarão inconformados e revoltados". "Muitos deles não conterão sua ira e farão da sala de aula um auditório cativo para suas queixas político partidárias em virtude da vitória de Bolsonaro. Filme ou grave todas as manifestações político-partidárias ou ideológicas", diz a imagem.


Veja:



Em um comentário da publicação, uma internauta questiona sobre a proibição do uso de celulares em sala de aula. Cmpagnolo então sugere que os alunos "deixem o celular em casa e levem gravador e filmadora mesmo". A deputada afirma que as imagens enviadas para o seu celular não serão divulgadas, mas serão usadas para uma "investigação" e para que sejam verificadas as "medidas cabíveis em cada caso". 


Escola Sem Partido


Uma das principais bandeiras de Jair Bolsonaro é a aprovação do projeto "Escola Sem Partido", que vai contra a chamada "doutrinação ideológica" nas escolas, impedindo que os professores promovam suas crenças particulares em sala de aula, incitem estudantes a participarem de protestos e denigram os alunos que pensem de forma distinta. O movimento, por sua vez, já foi contestado pela Advocacia-Geral da União (AGU), Ministério Público Federal (MPF) e associação de professores.


(Com informações do portal Exame)

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