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Mais da metade dos brasileiros não concluiu o Ensino Médio

quarta-feira, 12/09/2018, 21:39 - Atualizado em 12/09/2018, 21:39 - Autor:


O Brasil mostrou toda sua incompetência na Educação sendo um dos países com o maior número de adultos que não finalizaram o ensino médio entre os membros e parceiros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).


Mais da metade dos brasileiros, 52%, entre 25 e 64 anos não tem o ensino médio completo, afirma o relatório Um olhar sobre a educação, divulgado na terça-feira 11. O País também é um dos que têm o maior número de adultos sem formação superior.

Em paralelo ao dado lamentável, o Brasil também é uma das nações com a maior desigualdade de renda entre países-membros e associados da OCDE, que coletou dados sobre educação nos 35 países que integram a organização, em dois (Brasil e Rússia) que participam do seu programa de Indicadores de Sistemas Educacionais (sigla em inglês INES) e de outros países do G20 que são ou associados ou pleiteiam integrar a organização futuramente.

O Brasil também registra elevadas desigualdades regionais e de gênero entre o número de jovens adultos que concluem o ensino médio. Enquanto a taxa desses alunos chega a 33% no Distrito Federal, ela é de menos de 8% no Maranhão, por exemplo. Da mesma forma, enquanto 41% dos homens entre 25 e 34 anos não teve acesso ao ensino médio, essa percentagem é de 32% entre as mulheres da mesma idade.

"Na maioria dos países há um percentual maior de homens jovens do que de mulheres jovens sem qualificação do ensino médio. As disparidades de gênero são, geralmente, maiores em países onde o percentual de jovens adultos sem educação secundária é alta", afirma o relatório de mais de 450 páginas.


Alguns Avanços


Apesar disso, a publicação relata avanços no âmbito da educação na primeira infância no Brasil: quase um quarto das crianças menores de 3 anos estão matriculadas em creches, uma média próxima à dos países da OCDE e superior à da maioria dos países da América Latina.

Segundo o relatório, também aumentaram significativamente as taxas de crianças de 3 anos (62%) e a de 4 anos (90%), enquanto o acesso à educação pré-escolar e primária é quase universal: 97% das crianças de 5 anos estão matriculadas, e 100% das de 6 anos, diz a publicação da OCDE.

Por outro lado, as taxas de matrícula diminuem "drasticamente" depois dos 14 anos, já que apenas 69% dos brasileiros com idades entre 15 e 19 estuda, um percentual que cai para 29% entre os que têm entre 20 e 24 anos.

Esses números são muito inferiores aos dos membros e associados da OCDE, onde a matrícula de adolescentes entre 15 e 19 anos chega a 85%, e a dos jovens adultos entre 20 e 24 é de 42%. "A queda nas matrículas entre as idades de 17 e 18 anos é de pelo menos 25 pontos percentuais no Brasil, no Chile, na Grécia, na Coreia do Sul, na Nova Zelândia e na Turquia", diz o texto.


(Fonte: Uol)


 

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