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Polícia pede prisão do pai do bebê que fazia campanha para tratamento

segunda-feira, 30/07/2018, 20:10 - Atualizado em 30/07/2018, 20:57 - Autor:


Foram indiciados pela Polícia Civil de Joinville (SC), o casal, Renato e Aline Openkoski, pais do bebê Jonatas, pelos crimes de estelionato e apropiação indébita, com penas somadas que podem chegar a nove anos de prisão.


A polícia pediu a prisão de Renato sob a justificativa dele ser o principal articulador dos crimes e de que eles continuam arrecadando dinheiro por meio de sensibilização das pessoas. 


Quem também foi indiciado foi o médico Danny César de Oliveira Jumes por crime de falso testemunho. 


Os objetos apreendidos na casa do casal pela polícia, como o carro avaliado em cerca de 140 mil reais, televisão, óculos, perfumes, camisas de time de futebol, roupas e brinquedos, foram remetidos ao fórum de Joinville e podem ser leiloados, com excessão do dinheiro que será revertido para o tratamento da criança. 


O CASO


Joanatas é portador de atrofia muscular espinhal tipo 1 (AME), é uma doença genética rara, progressiva e extremamente incapacitante, que pode levar à morte. O casal então fez campanhas na internet para arrecadar dinheiro para ajudar no tratamento da criança.  


Com a ajuda de várias pessoas que se sensibilizaram com a história e de celebridades como Luan Santana, Victor e Léo, Eliana e Ana Hickmann, conseguiram arrecadar cerca de quatro milhões de reais, em aproximadamente três meses. 


Mas com o tempo, os pais começaram a chamar a atenção depois de mudar o padrão de vida, com carro novo, se mudando de casa, aparelhos celulares novos, roupas e até mesmo com viagens  para um dos destinos turísticos mais caros do Brasil. Com isso, os doadores começaram a exigir prestação de contas. 


O casal estava sendo investigado desde o começo deste ano, sob suspeita de desvio e mau uso do dinheiro acarrecado através de campanhas na internet, para o tratamento do bebê.


Vale lembrar que o casal, nunca cumpriu um acordo judicial firmado pelo ministério público e com a justiça de Joinville de fazer depósito judicial do dinheiro arrecadado e de prestar conta mensalmente.


Logo, a justiça bloqueou as contas e o dinheiro tem sido liberado judicialmente apenas com a apresentação de notas ou documentos que comprovem os gastos. 


(Com informações da VEJA)

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