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Gasolina barata provoca fila em Belém

segunda-feira, 11/06/2018, 08:38 - Atualizado em 11/06/2018, 08:47 - Autor:


Motoristas de várias partes da capital paraense literalmente dormiram na fila, de sexta-feira (08) para sábado (09), para comprar gasolina a R$ 2,75 o litro, sem o acréscimo dos tributos, como parte da programação do Feirão do Imposto, promovido nacionalmente pela Confederação Nacional dos Empresários (Conaje). A ação ocorreu no Posto Dallas, na avenida Pedro Alvares Cabral, próximo ao elevado Daniel Berg, bairro da Sacramenta, onde 150 veículos que receberam senhas às 8h de sábado, entre carros e motocicletas, formaram um corredor que alcançava a travessa Dr. Freitas.


No total, foram comercializados três mil litros de gasolina sem tributos, com o limite de 20 litros por pessoa. Em Belém, o evento que chegou a sua 16ª edição foi realizado pelo Conselho de Jovens Empresários (Conjove), da Associação Comercial do Pará (ACP), com o tema: “Pague dois, leve um: menos discurso e mais eficiência no uso dos impostos”. De acordo com o Conjove, a tributação sobre a gasolina chega a 56,9% do valor final do produto, correspondente a tributos como o Imposto sobre a Comercialização de Mercadorias e Serviços (ICMS), PIS/Cofins, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, dentre outros.


 Roberto Reis considera que os impostos dos combustíveis são caros e não há retorno à população. Foto: Irene Almeida


Após a ação no posto, o Conjove realizou por volta de 12h a “Feijoada Sem Imposto”, no restaurante do Hotel Princesa Louçã, na avenida Presidente Vargas, em Belém. Diretora de Indústria do Conjove e coordenadora estadual da ação, a empresária Cheyda Belfor explicou que o objetivo do Feirão é justamente conscientizar a população e mostrar que os impostos não são aplicados de forma correta no Brasil. O evento é promovido desde 2002 em mais de 100 cidades brasileiras. “Estamos sentindo o resultado desse trabalho porque as pessoas já entenderam que o que pagam de imposto é muito maior do que o valor do produto. Se a máquina pública fosse utilizada de forma correta, teríamos mais qualidade em todos os serviços públicos”, enfatiza. A coordenadora ressaltou que todos esses descontos praticados durante o Feirão não partiram de incentivo do Governo, mas dos próprios empresários dos estabelecimentos envolvidos que assumiram a carga dos impostos, repassando somente o valor dos produtos sem os impostos devidos.


FILA


O aposentado Carlos Madureira, 58, entrou na fila para abastecer o veículo às 18h do dia anterior à ação. Morando próximo ao posto, ele deixou o carro e voltou no dia seguinte para pegar a senha. “A gasolina está muito cara. Qualquer promoção é válida para economizar”, disse. O vendedor Roberto Reis, 59, também teve paciência para garantir o abastecimento. “O Pará tem uma das maiores cargas tributárias do País. A população não tem quase nenhum retorno dos impostos, a gente não sabe nem pra onde vão”, lamenta.


REDUÇÃO
ICMS

l O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e Lojas de Conveniência do Estado do Pará (Sindicombustíveis) encaminhou cartas ao governador Simão Jatene solicitando a redução do percentual de ICMS sobre os combustíveis, que atualmente está em 28%. Por meio de nota, o Governo do Estado antecipou que não vai reduzir a alíquota do imposto.


(Priscila Soares/ Diário do Pará)

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