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'Casas de massagem' em áreas nobres cobram até R$ 220 por serviços sexuais

quarta-feira, 28/03/2018, 17:15 - Atualizado em 28/03/2018, 17:15 - Autor:



Após uma reportagem que revelou a presença de uma clínica de massagem que oferece serviços sexuais dentro de um famoso shopping de Brasília, o portal Metrópoles descreveu os funcionamentos - e a ampliação da atuação - da empresa que trabalha com a chamada “massacanagem”, como é conhecida na capital brasileira.


Segundo reportagem do Metrópoles, a clínica de massagens continua funcionando normalmente no shopping Conjunto Nacional, um dos principais de Brasília, mesmo após a reportagem, e abriu uma filial, chamada “Espaço Terapêutico” em um dos endereços mais nobres da cidade, a Quadra 301 do Sudoeste.


Na filial, funcionam sete cabines na quais são oferecidos os mesmos serviços da loja no shopping Conjunto Nacional: sessões de sexo precedida de uma massagem relaxante. Os clientes desembolsam até R$ 220.


Ao chegar, o cliente logo é recepcionado com suco, café, água e chocolates. Quem atende a porta é uma das oito profissionais do espaço. Na recepção com apenas duas cadeiras, o tempo de espera é de, no mínimo, uma hora. As cabines são decoradas com elementos da cultura oriental.


Antes de começar, é preciso que o cliente tire a roupa, deite na maca e “fique à vontade”. A massagem dura em torno de uma hora e custa R$ 120. Ao final, além da água, do cafezinho e de uma ducha, a atendente oferece “outro serviço”. Por um “adicional de R$ 100”, é possível fazer sexo com uma das profissionais.


Segundo a reportagem, quando o cliente deixa a clínica, não vê outro qualquer outro freguês no local. A preocupação das moças com um possível “constrangimento” é constante: aqueles que chegam sem hora marcada não podem ficar na recepção. As atendentes pedem educadamente que o cliente agende um horário e retorne mais tarde.


Quatro garotas trabalham por turno – uma equipe pela manhã e outra à tarde. Bem-equipada, higienizada e com ambientes decorados, a clínica tem quatro cabines temáticas nos mesmos moldes da Harmonia, localizada na sala 4.009 do Conjunto Nacional.


Em reportagem de agosto do ano passado, o Metrópoles revelou o funcionamento de outras clínicas de massagem no shopping. Entre elas, a Toque Suave, que anunciava as garotas no site. Depois da repercussão do caso, a página foi tirada do ar. A polícia também fechou aquele estabelecimento.



Rotina das casas de massagem


Segundo fonte ouvida pela reportagem, a dona das clínicas “Harmonia” e “Espaço Terapêutico” foi identificada como Wênia Primo Silva. Segundo a denúncia, ela fatura até 40% sobre o valor de R$ 220 cobrado em cada atendimento.


O “Metrópoles” relata que todas as garotas são orientadas a fazer uma “venda casada”, oferecendo a massagem e, em seguida, uma sessão de sexo. As funcionárias que resistem, querendo apenas trabalhar com procedimentos estéticos, são demitidas em pouco tempo. Aquelas que seguem à risca as ordens da cafetina conseguiriam faturar entre R$ 5 mil e R$ 6 mil mensais.


Os pagamentos são feitos em dinheiro vivo, que a dona do local transporta em uma bolsa. “Não existe qualquer formalidade entre a clínica e as garotas. Para não deixar rastros, a Wênia não faz nem transferências eletrônicas. Tudo é acertado com dinheiro”, contou a fonte do portal.


Ainda de acordo com o relato da fonte, até ameaças fazem parte da rotina dos locais. “A principal arma dela é dizer que vai contar para a família da garota que ela faz programas. Muitas jovens são casadas ou moram com os pais, e nenhum deles sabe dessa atividade”, disse.


Precauções após denúncias


Após a denúncia publicada pelo Metrópoles em setembro do ano passado, a clínica que funciona no Conjunto Nacional passou a tomar algumas precauções para manter a atividade de prostituição cada vez mais velada. Entre elas, proíbe as garotas de programa de jogarem preservativos usados nas lixeiras do estabelecimento.


A ordem, segundo a fonte ouvida pela reportagem, era colocar a camisinha dentro de um saco plástico e descartar em qualquer local distante da localidade.


Segundo prints de um grupo de WhatsApp acessados pela reportagem, a dona do estabelecimento expressa clara a preocupação em manter o esquema de prostituição no mais absoluto sigilo.


As conversas travadas pelo telefone entre as massagistas e os clientes também são cercadas de cuidados. A dona do estabelecimento determinou que jamais alguém fale sobre as “massagens completas”, as quais incluem o sexo.


“Nunca foi permitido falar abertamente no telefone sobre os serviços. O programa deve ser oferecido apenas pessoalmente e ao pé do ouvido do cliente, quando já estiver recebendo a massagem normal”, afirmou a fonte.


No Brasil, prostituição não é crime, mas rufianismo ou exploração do sexo, sim. A pena prevista no Código Penal para o delito é de 1 a 4 anos de reclusão, mais multa.


Posicionamento


O portal Metrópoles entrou em contato com a clínica Espaço Terapêutico para ouvir a proprietária do local. No entanto, após atender a ligação, uma recepcionista negou que a casa de massagem seja de Wênia Primo.


De acordo com a recepcionista, Wênia teria se desfeito da clínica e vendido o negócio há cerca de quatro meses. No entanto, horas depois, Wênia entrou em contato com a reportagem para negar que o estabelecimento oferecesse sessões de sexo aos clientes.


“Nunca orientei ninguém a esse tipo de coisa. Todas são contratadas para procedimentos terapêuticos e estéticos”, assegurou a mulher.


(Com informações do portal Metrópoles)

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