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SUBSTÂNCIA PERIGOSA

PC apreende droga que faz pessoas agirem como macaco

Foram apreendidos cerca de 5,5 mil comprimidos e cristais produzidos a partir de uma planta africana.

sábado, 01/05/2021, 09:16 - Atualizado em 01/05/2021, 09:15 - Autor: Com informações Metrópoles


O “pó de macaco” expõe o usuário ao maior risco de morte e provoca delírios que levam à mutilação ou até ao suicídio.
O “pó de macaco” expõe o usuário ao maior risco de morte e provoca delírios que levam à mutilação ou até ao suicídio. | Reprodução/Shutterstock

A imaginação de criminosos para criar "produtos" novos, parece ser ilimitada. Todos os dias surgem notícias sobre novidades no meio do crime. Dessa vez, um novo tipo de droga que leva a comportamentos foram do comum foi descoberta no Brasil.

Uma onda de alucinações e adrenalina que provocam coragem é ilimitada, além do corpo curvado semelhante ao de um macaco e o desejo de pular de prédios ou se jogar contra veículos são sintomas provocados por uma nova classe de drogas sintéticas.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), apreendeu cerca de 5,5 mil comprimidos e cristais produzidos a partir de uma planta africana. E agora, peritos criminais do Instituto de Criminalística (IC) PC, monitoram as substâncias encontrada nos comprimidos.

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Pelo menos 20 derivações de estimulantes alucinógenos foram identificadas e são derivadas de uma espécie de arbusto chamado Khat. Apesar da planta ser cultivada em áreas tropicais da África Oriental e de países da península Arábica, já cruzou o Oceano Atlântico e desembarcou no Brasil. A planta ganhou o nome científico de catinona sintética e se tornou uma espécie de “mãe” de outras drogas geneticamente modificadas.

Um dos peritos do Instituto de Criminalística mapeou o registro de 200 ocorrências envolvendo a apreensão da droga. Ela foi encontrada nas ruas e são traficadas como outro tipo de entorpecente, que pode ser ecstasy, cristal e ketamina, por exemplo.

Morte em rave

Entre as derivações de drogas sintéticas elaboradas a partir da planta africana, a mais encontrada no DF foi a N-etilpentilona. A substância é distribuída em forma de comprimidos e cristais. O comprimido é semelhante ao ecstasy, mas é um estimulante muito mais perigoso. E a pessoa acaba usando a droga sem saber, de fato, o que está ingerindo. 

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O caso mais grave envolvendo o uso da N-etilpentilona foi a morte de uma estudante de enfermagem, em 25 de junho de 2018. Os peritos do IC identificaram traços da substância no organismo de Ana Carolina Lessa, de 19 anos. A estudante ingeriu a droga durante uma festa rave. Testemunhas informaram que ela se debatia e se jogava contra as grades que cercavam o local do evento.

A jovem chegou a ser dada como desaparecida, mas foi localizada na casa de um colega, em Ceilândia. A estudante de enfermagem teve duas paradas cardíacas e falência renal no hospital. No laudo médico, constam hematomas e escoriações nas pernas e nos braços, além de ferimentos na região genital e no ânus da jovem. Um outro laudo comprovou, no entanto, que não houve abuso sexual.

Pó de macaco

Além dos outros 20 tipos apreendidos no DF que são derivados da catinona sintética, existe uma substância que ganhou o apelido de “pó de macaco” e se tornou responsável por uma epidemia tanto nos Estados Unidos como o Reino Unido também.

O entorpecente é efeito analgésico e provoca alucinações instantaneamente. Seu efeito é rápido e leva o usuário à perda do julgamento de valor e ao desequilíbrio das faculdades mentais.

Com isso, a analgesia proporcionada pelo consumo desse tipo de tóxico expõe o usuário ao maior risco de morte: como ele não sente dor, o entorpecente provoca delírios que levam à mutilação ou até ao suicídio. “Ainda não apreendemos essa substância no DF, mas outras muito similares a ela, como é o caos da N-etilpentilona, que provocou a morte da estudante Ana Carolina Lessa. Com certeza, muitos usuários no DF estão usando drogas derivadas da catinona sintética sem fazer a menor ideia. Isso é extremamente perigoso”, alertou o perito criminal do IC Luciano Chaves.

Chaves explicou ainda que as características do “pó de macaco” tornam seus usuários completamente imprevisíveis e uma ameaça para si e para os outros. “Sob efeito dessa substância, os dependentes químicos fazem coisas estranhas, como morder pessoas e invadir residências alheias”, afirmou.

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