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Flávio Bolsonaro diz que CPI pode causar aglomeração

Desde o início do tenebroso período, ele e a família, incluindo o presidente Bolsonaro, desdenharam das medidas de segurança contra a pandemia

terça-feira, 27/04/2021, 20:00 - Atualizado em 27/04/2021, 20:16 - Autor: Com informações do Correio Braziliense


Após férias em um paraíso turístico do ceará, Flávio foi a sessão hoje, para se dizer preocupado com a pandemia.
Após férias em um paraíso turístico do ceará, Flávio foi a sessão hoje, para se dizer preocupado com a pandemia. | Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) sempre criticou as medidas de isolamento social no combate à pandemia de coronavírus no país.

Renan Calheiros será o relator da CPI da pandemia; assista!

Desde o início do tenebroso período, ele e a família, incluindo o pai, o presidente Jair Bolsonaro, desdenharam das medidas seguidas por todos os países do planeta. Durante a pandemia, o “01” – como é chamado pelo pai – já aglomerou em viagens, a última delas em Fortaleza, onde se acidentou, e comprou até uma mansão de R$ 6 milhões.

Mas, agora, repentinamente e coincidentemente às vésperas do início da CPI da Pandemia, onde o governo Bolsonaro é o principal alvo a ser investigado, o senador mudou de ideia. Agora, na opinião de Flávio, o início da CPI pode fazer com que os senadores corram riscos por se aglomerarem em sessões presenciais.

Flávio Bolsonaro se colocou a favor do distanciamento físico para questionar a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar a atuação do governo federal diante da pandemia da covid-19 e o envio de verbas federais para estados e municípios.

Durante a sessão desta terça-feira (27), que marcou o início dos trabalhos, o filho mais velho do presidente disse que a instalação da CPI não deveria acontecer neste momento e disse que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), errou em autorizar o funcionamento da comissão porque muitas reuniões devem acontecer de maneira presencial, o que colocará em risco os integrantes dela.

"O presidente Rodrigo Pacheco está errando, está sendo irresponsável, porque está assumindo a possibilidade de, durante os trabalhos dessa CPI, acontecerem mortes de senadores, mortes de assessores, mortes de funcionários aqui desta Casa, em função da covid, porque, em algum momento, as audiências, as reuniões vão ter que ser presenciais, no momento em que nem todos estão vacinados", opinou Flávio.

Para o senador, a CPI deveria funcionar apenas com todos os senadores imunizados contra a covid-19 e "com segurança e responsabilidade". Ele ainda criticou a "insistência" em se instaurar a CPI por agora, "atropelando todos os protocolos, ignorando a questão sanitária". 

"O governo é a favor de se investigar. Vai ser importantíssimo passar a limpo tudo o que está acontecendo no Brasil, mas não agora, até porque é o seguinte: essa CPI pode acabar, e a pandemia ainda não ter acabado. Aí fazemos o quê? Abrimos outra CPI depois, para investigar o que ficou de fora? Para que o açodamento?", acrescentou.

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