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SAÚDE

Bolsonaro quer impedir que estados e municípios comprem vacinas

Executivo do Ministério da Saúde diz que presidente não admite que negociações por vacinas se deem pelos governos locais, porque quem paga é a União

domingo, 07/03/2021, 09:02 - Atualizado em 07/03/2021, 10:49 - Autor: Com informações Último Segundo IG


De acordo com um executivo da Saúde, o presidente não admite ser ofuscado por governadores e prefeitos.
De acordo com um executivo da Saúde, o presidente não admite ser ofuscado por governadores e prefeitos. | Marcelo Camargo/Agência Brasil

"Guiando-se pela aversão de Jair Bolsonaro à ciência, o ministro da Saúde se absteve de antecipar a compra de vacinas na quantidade necessária", diz Josias de Souza em coluna no UOL. De acordo com a publicação, um executivo da pasta da Saúde informou que o presidente não admite sob nenhuma hipótese, ser ofuscado por governadores e prefeitos e que, deu ordens a Pazuello, chefe da Saúde, de centralizar as negociações pela compra dos imunizantes.

"Agora, por ordem do presidente, corre para evitar que estados e municípios comprem as vacinas que a União negligenciou", diz trecho do texto.

O executivo da Saúde informou que Bolsonaro foi taxativo na orientação que deu a Pazuello: não admite que consórcio de prefeitos ou aliança de governadores substituam o governo federal na negociação com os fabricantes de vacinas. Até porque fariam "gentileza com chapéu alheio", diz Bolsonaro em privado. "Eles compram, mas quem paga sou eu", acrescenta, "como se o Tesouro Nacional fosse o seu bolso."

Nesta semana, o presidente já reagiu publicamente de forma dura contra a pressão pela corrida da vacina. Colocado na parede por governadores, Bolsonaro respondeu com "Só se for na casa da tua mãe! Não tem para vender no mundo" à cobrança para que o governo compre mais vacinas e acelere o processo de imunização nacional.

Em meio à pressão e a lentidão do governo federal, a previsão de chegada de doses vem caindo, enquanto os casos e mortes se acumulam, com recordes desde o início da pandemia na última semana .

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