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1.582 MORTES EM 24 HORAS

Falta de leitos e toque de recolher: Brasil bate recorde de óbitos na pandemia

Contágio da doença com as novas mutações tem preocupado gestores e ameaçado com uma nova crise as redes de saúde pública e privada.

quinta-feira, 25/02/2021, 22:23 - Atualizado em 25/02/2021, 23:52 - Autor: Fernanda Palheta


Redes de saúde em algumas cidades brasileiras já ameaçam entrar em colapso.
Redes de saúde em algumas cidades brasileiras já ameaçam entrar em colapso. | Ministério da Saúde

Um ano depois do primeiro caso de Covid-19, o Brasil registrou o maior número de óbitos pela doença em 24 horas em toda a pandemia. Nesta quinta-feira (25), foram registradas 1.582 mortes de brasileiros pela Covid. Com expansão da doença em diversos locais, os dados apontam que o país vive o pior momento da pandemia.

Para o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, já vivemos “uma nova etapa da pandemia” com as variantes circulando.

Durante coletiva, chegou a sugerir que fosse feita a transferência de pacientes entre estados que enfrentam lotação de unidades de terapia intensiva (UTI), mas segundo o presidente do Conass, “todo mundo está no seu limite”.

Soma-se isso aos recordes de mortes na última semana e unidades de saúde colapsando com a falta de leitos e medicamentos.

Apesar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter autorizado o uso definitivo para vacinas da farmacêutica Pfizer, desenvolvida pela BioNTech, o país conta, até o momento, apenas com duas vacinas: Coronavac, do Instituto Butantan, e Oxford/AstraZeneca, da Fiocruz.

Panorama: situação crítica

Rio Grande do Sul

Equipes de saúde enxergam um possível esgotamento da capacidade do sistema de saúde do estado. A situação de calamidade foi resumida como “pico do Everest” pelos gestores municipais. “Os hospitais gaúchos, entre públicos e privados, têm o compromisso de disponibilizar toda a sua estrutura para atendimento de casos de Covid-19 porque estamos na fase mais crítica”, disse a secretária de Saúde do RS, Arita Bergmann.

Paraná

Em Curitiba, três hospitais já registraram filas de pacientes à espera apenas de atendimento geral, uma vez que os leitos das instituições ficaram lotados. A falta de vagas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) já é sentida, especialmente no período considerado “pós-carnaval”. A ocupação de leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital beira aos 93%, restando somente 27 vagas. A situação obrigou o Estado a mudar as regras do bandeiramento laranja, impondo mais restrições para tentar evitar o avanço da pandemia.

 Tocantins

A ocupação de leitos alcançou 83%. Situação se agrava na capital, Palmas, que registra apenas dois leitos disponíveis, já que os hospitais da rede particular que foram contratados para prestar serviços ao SUS estão completamente lotados, bem como o hospital estadual. A situação é menos grave para os leitos clínicos, com ocupação de 49%. O sistema de saúde está em alerta, frisou o secretário de saúde do Tocantins, Edgar Tollini.

 

Ministério da Saúde
 

Paraíba

O estado precisou adotar o “toque de recolher” até 10 de março, no período entre 22h e 5h, para as cidades que estão marcadas com as bandeiras vermelha e laranja. O número de municípios que precisaram entrar nesse novo bandeiramento aumentou em 527% em apenas 12 dias. Além disso, missas e cultos, eventos esportivos e cinemas foram suspensos e fechados. Enquanto isso, pré-escola, creches e fundamental I estão autorizados a funcionar presencialmente.

Rio Grande do Norte

Tanto a capital (Natal) quanto a Região Metropolitana estão com a rede de saúde à beira do colapso, sendo preciso transferir doentes para o interior do estado. A Grande Natal alcançou 90% de ocupação de leitos críticos. Enquanto isso, os leitos oferecidos pelo estado estão em 88% de ocupação. São registradas filas no aguardo de leitos semi-intensivos e de UTI, sendo que apenas 19 estavam disponíveis. É estudada uma abertura de novos leitos para desafogar o sistema, ainda assim tal medida não seria suficiente. “Vamos continuar expandindo, mas não vamos iludir a população que salvaremos vidas somente abrindo leitos ou receitando comprimidos que não tem eficácia comprovada”, frisou a governadora Fátima Bezerra.

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